**Tião Maia, O Aquiri**
Vereadores de oposição ao prefeito de Acrelândia – município a 90 quilômetros de Rio Branco (AC), Olavinho Boaideiro (Republicanos), devem bater às portas do Ministério Público doo Estado (MPAC) ainda esta semana com uma denúncia segundo a qual a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei para beneficiar, além do prefeito, o vice e os secretários municipais com aumento salarial que pode chegar a 93%.
A população de Acrelândia é estimada em 14.657 habitantes, de acordo com dados do IBGE de 2024. A estimativa da arrecadação financeira mensal do município é analisada através dos dados de repasses do governo estadual e federal, bem como da arrecadação própria do município. O município recebe recursos do FUNDEB e do ICMS, além de transferências do governo federal e benefícios diretos aos cidadãos. Em 2023, a arrecadação de ICMS para Acrelândia foi de R$ 451.019,46, e a do FUNDEB foi de R$ 112.754,77, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda.
Acrelândia possui uma economia baseada na agricultura, com destaque para a produção de café, que representa cerca de 60% do plantio da região, de acordo com a Agência de Notícias do Acre. No entanto, o prefeito, vice e secretários vão receber salários equivalentes aos salários dos seus equivalentes eu atuam na Capital Rio Branco, com atividades e demandas bem maiores que as do município. Acrelândia foi fundada em 1993 e tem 35 anos de emancipação.
[IMAGEM:https://pqbzoghteupmaeofvgvg.supabase.co/storage/v1/object/public/images/article-content-1752681719038-22.jpg]
**Prefeito Olavinho Boiadeiro e o vereador de oposição Cleuson Oliveira: denúncia ao MPAC**
De acordo com a denúncia dos vereadores de oposição, os edis aliados do prefeito deixaram para a última sessão deste semestre, na noite de terça-feira (15/7), para aprovar o reajuste salarial do prefeito, do vice-secretários. Passavam das 22 horas da noite, quando maioria dos moradores de Crelândia j dormia, quando os vereadores aliados de Olavinho Boiadeiro colocaram em votação o projeto de lei de número 23/25.
Pelo projeto, o salário do prefeito passa de R$ 15 para R$ 21 mil reais por mês. O do vice-prefeito Eraides Caetano de Souza sai de R$ 9 mil para R$ 12 mil por mês. O reajuste salarial dos secretários municipais, que era de R$ 5,5 mil, subiu 93% e agora passou a ser de R$ 10.500. É o que vai receber também a primeira-dama e esposa do prefeito, Regiane Teixeira, que é a secretária de assistência social do município.
Contrários ao escândalo, para evitar a aprovação do projeto, os vereadores de oposição ainda tentaram uma reação através das redes sociais, mobilizando moradores para a frente da Câmara, mas, pelo adiantado da hora em que o projeto foi á votação, ninguém saiu de casa.
A oposição vai recorrer ao MPAC sob alegação de que o projeto foi aprovado de forma ilegal, sem parecer jurídico da Câmara, já que o prefeito Olavinho Boiadeiro apresentou apenas uma justificativa falando da necessidade da aprovação do projeto sob a alegação de que seria apenas uma reposição parcial da pena inflacionária. “Isso é uma imoralidade e ocorre no momento em que as farmácias públicas do município não têm remédios básicos e em vários outros setores a alegação para a não atendimento das necessidades da população. O que a gente percebe é que o prefeito e seus aliados usam o dinheiro público para enriquecer, para a construção de patrimônio”, disse o vereador Cleuson Oliveira (PP), um dos que articulam a ida ao MPAC com as denúncias contra o prefeito e seu secretariado.
O que os vereadores de oposição vão propor, segundo Cleuson Oliveira, é que de fato reajuste salarial em Acrelândia, mas que possa atingir todos os servidores públicos do município, principalmente dos que atuam na Educação. “Serviço público não é lugar de enricar”, disse o vereador Cleuson.
O prefeito Olavinho Boiadeiro não havia retornado às ligações da redação até o fechamento desta reportagem.

