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**Cumaru de cheiro, a árvore que dá sorvete
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**Tião Maia, O Aquiri **
A revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” publicada mensalmente no Brasil pela Editora Globo, que também é produzida em mídia eletrônica e num programa de televisão exibido aos sábados, pela Rede Globo de Televisão, abordando temas relacionados ao empreendedorismo e à economia, vai dedicar uma reportagem de capa em novembro a uma sorveteria fundada em 2024 no Acre. A versão da reportagem para a TV foi ao ar neste sábado (1/11) e a transmissão deverá ser repetida em vários programas da emissora, inclusive na TV Globo Internacional, para praticamente todo o mundo.
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**Sorvete genuinamente acreano à base de essências naturais de plantas da região**
Afinal, esta não é uma sorveteria qualquer. A começar pelo nome – “Nãnê”, que faz referência direta ao Jenipapo, o fruto de uma árvore nativa da América tropical, presente na Amazônia e utilizada por diversos povos indígenas na pintura de seus corpos e na culinária. A fruta tem um sumo que escurece em contato com o ar, e com essa tinta natural os indígenas se pintam em suas cerimônias, já que o Jenipapo possui um valor ancestral para os povos originários da Amazônia, sendo utilizado como pigmento em rituais como elemento de proteção espiritual e por suas propriedades medicinais e alimentar. Na cozinha, a fruta é utilizada na produção de doces, licores, geleias e, agora, sorvetes.
A ciência aponta que a fruta é rica em nutrientes como ferro e vitaminas, e também pode ter usos medicinais tradicionais, como no tratamento de doenças respiratórias e anemia. “A escolha do nome “Nãnê” é uma referência que transcende a mera designação comercial para se consolidar como para se consolidar como pilar narrativo que conecta o produto a um universo simbólico de profunda riqueza cultural. Ao adotar este termo, a empresa não apenas cria um diferencial de nomenclatura, mas também incorpora em sua essência os valores de ancestralidade, sabedoria tradicional e bem-estar”, diz a engenheira agrônoma e chef de cozinha Izanelda Magalhães, 47 anos, acreana de Cruzeiro do Sul, uma das fundadoras da empresa – a outra é sua companheira de vida, como ela a define, Adriana Evangelista.
Sabores de sabores de frutas nativas da Amazônia e de lançamentos sazonais – Essa narrativa autêntica e territorializada é fundamental para diferenciar a marca em um mercado alimentício frequentemente saturado por produtos industrializados e desprovidos de conexão cultural. Autenticidade e exclusividade de sabores, proveniente da utilização de frutas nativas da Amazônia e de lançamentos sazonais, confere à marca um caráter de inovação e exclusividade, estimulando a curiosidade e a fidelidade do consumidor”, acrescenta Izanelda Magalhães ao expor o “compromisso da empresa com saberes únicos e exclusivo”, acrescenta.
Segundo Izanelda Magalhães, o compromisso com os ingredientes naturais e produção artesanal exclui conservantes, corantes e emulsificantes artificiais e oferece linhas específicas, com e sem leite. Isso posiciona a Nãnê em alinhamento direto com a crescente demanda por saudabilidade e transparência alimentar. “O pilar da sustentabilidade, materializado no uso de polpas orgânicas, no apoio a agricultores familiares, na adoção de embalagens biodegradáveis e no respeito às práticas de comércio justo, transcende o discurso e se integra à operação, gerando um impacto socioambiental positivo que agrega valor intangível à marca”, acrescenta empresária.
A palavra “jenipapo” vem do tupi-guarani e significa “fruta que serve para pintar”.
As misturas de cheiros e sabores – Os sabores da “Nanê”, no entanto, vão além do Jenipapo. No momento, estão disponíveis para venda e para experiência sorvetes com os seguintes sabores e misturas:
acerola com chicória; cupuaçu com pitaya; abacaxi com jambu; tapioca com côco; açaí com mutamba; cumaru de cheiro (baunilha da Amazônia); uvaia; cupuaçu com manjericão; manga com maracujá e cupuaçu.
Nesta autêntica salada de cheiros e sabores, o que surpreendeu mesmo, na divulgação da Sorveteria Nanê, foi a informação de que, no catálogo de seus sorvetes, há um que inclui a essência do cumaru, árvore muito comum e muito procurada na construção civil, graças à resistência de sua madeira. A suspeição de que poderia ser usada na produção de sorvetes vem do cheiro de sua casca e flores. Uma vez agredida, da parte da casca raspada ou cortada, a árvore emana um cheiro semelhante ao da baunilha industrializada e não por acaso a árvore – da família das fabáceas (Fabaceae), nativa da região amazônica e de algumas partes da América Central e do Caribe, também é conhecida como “Baunilha da Amazônia”.
Cumaru: da construção civil para a sorveteria – Seu nome científico é Dipteryx odorata, mas a árvore é conhecida por uma série de nomes populares, como cumaru, cumaru-ferro, cumaru-rosa, cumaru-da-bahia, tonka bean (em inglês) e fava-tonca. É uma árvore de porte médio a grande, podendo atingir até 30 metros de altura, com tronco reto, cilíndrico e geralmente com casca fissurada e acinzentada. As folhas são compostas, alternas e apresentam folíolos ovalados, de margens serrilhadas e coloração verde-escura brilhante. As flores são pequenas, esbranquiçadas ou amareladas, e estão dispostas em inflorescências em forma de racemos pendentes. Os frutos do cumaru são vagens lenhosas, de forma alongada, de cor marrom-escuro e com até 5 cm de comprimento. Cada vagem contém uma ou duas sementes, que são as partes utilizadas comercialmente.
O cumaru sempre foi uma planta muito usada no preparo do rapé tradicional indígena da Amazônia. Junto com outras plantas, o cumaru pode ser usado para preparar banhos que servem para abrir os caminhos, para a sorte, felicidade, prosperidade, dizem os indígenas usuários dos sabres ancestrais de seus povos.
O sabor pode ser extraído da casca da árvore, que desde princípio da colonização do Acre sempre foi muito usada na feitura de chás e rapé, como também pode se usada as raspas de sementes, que são verdadeira fontes de aroma natural de Amazônia. “Usamos produtos naturais na feitura de todos sorvetes sem uso de saborizante ou corantes artificiais o que diferencia da concorrência que em sua maioria faz uso desses matérias por ser mais barato. Nossa produção consome polpas do projeto Recca e Cooperacre e de produção familiar local tanto Rio Branco, Capixaba e Cruzeiro do Sul”, revela a empresaria.
A Nãnê nasceu em Rio Branco em 2024 e o local escolhido para exposição de seus produtos e venda foi o Horto Florestal de Rio Branco, um espaço verde de 17 hectares localizado às margens do igarapé São Francisco, um importante refúgio da fauna em meio à cidade e reconhecido pela sua diversidade de aves. O espaço é ponto de referência para observadores de pássaros da capital acreana e foi escolhido para os primeiros contatos com os consumidores dos produtos nanê “como simbolismo da natureza no meio da área urbana no município por ser primeiro e mais antigo parque urbano florestal do Acre”.
Mas, graças à aceitação da clientea, a Nãnê está em dois parques públicos em Rio Branco. Além do Horto Florestal, está também no Parque do Ipê. “Temos duas unidades de venda e uma unidade de produção que está localizada na rua Valério Magalhães, no Bosque”, diz Izanelda Magalhães. “Em breve teremos mais um ponto de venda na área central de Rio Branco, buscando sempre valorizar os parques, praças e locais turísticos do município” acrescenta. A empresa tem total de 10 colaboradores para produção e venda.
** E o açúcar nos sorvetes ?** – Para o público que não pode ter acesso a alimentos com alto teor de açúcar, como é próprio dos sorvetes, a Nãnê está prestes a lançar sorvete de açaí com mutamba e sem açúcar, para atender esse público. “Estamos estudando os poliois menos impactante para esse público”, diz Izanelda.
Os Polióis servem principalmente como substitutos do açúcar, sendo usados como adoçantes em produtos de baixo teor de açúcar, como gomas de mascar, doces, sorvetes e produtos de panificação.
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**Izanelda Magalhães e agrônoma mas tem uma longa experiência culinária **
**Quem é Izanelda Magalhães** – Izanelda Magalhães, aos 47 anos, é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal do Acre (Ufac), e pós graduada em gestão pública. É empresária do ramo de alimentação fora do lar, cozinheira e chef de cozinha do Jannus bistrô, restaurante que está há 10 anos no mercado acreano apresentando gastronomia criativa e inovadora no uso de ingredientes amazônicos,
**Serviço//**
As redes sociais da empresa são: Instagram e Facebook jannusbistro/
Instagran Nãnê Sorvete Amazônico
Os horários de exibição e reprises do programa “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”:
Programa inédito:
TV GLOBO (horários de Brasília)
Sábado – Dia 01/11/2025 – 07h50
Reapresentações:
GLOBONEWS
Domingo – Dia 02/11/2025 – 14h10
Segunda-feira – Dia 03/11/2025 – 03h10
Globo Internacional (USA)
Sábado 01/11/2025 – 05h50
Globo HD (África)
Sábado 01/11/2025 – 11h50

