TSE inicia nesta terça-feira julgamento que pode cassar governador do Rio e mais 12 pessoas

**Tião Maia, O Aquiri
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Nesta terça-feira (4/11), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa o julgamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em ação movida pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) sobre abuso de poder econômico nas eleições em que ele foi reeleito, em 2022. O resultado do caso pode cassar o mandato do governador fluminense.

Além de Castro, outros nomes da cúpula política do Rio também são investigados no processo, incluindo o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União). A ação envolve um total de 12 investigados, entre eles Danielle Christian Ribeiro Barros, ex-secretária estadual, e diversos parlamentares e figuras ligadas ao governo estadual.

Segundo as investigações, Castro e Bacellar teriam criado 27 mil cargos “fantasmas” para empregar cabos eleitorais que garantiram a reeleição do governador no pleito de 2022.

No julgamento, a defesa de Cláudio Castro será conduzida por um grupo de advogados especializados em direito eleitoral, que deve apresentar argumentos para contestar as acusações do Ministério Público.

O processo é relatado pela ministra Isabel Gallotti, que tem perfil técnico e costuma ser rigorosa nos julgamentos. A sessão no TSE está prevista para começar às 19h. Caso haja pedido de vista, a análise é suspensa por 30 dias.

No começo do ano, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) decidiu contra a cassação do governador.

O julgamento ocorre em meio a grande repercussão da megaoperação policial que deixou 121 pessoas mortas nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação foi planejada e executada pelas forças policiais do governo do Rio, sob a liderança de Castro.

Na segunda-feira (3), em um relatório com esclarecimentos sobre a operação encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o governador afirmou que a ação seguiu princípios constitucionais e as regras da chamada ADPF das Favelas.

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