Tarcísio de Freitas diz que decisão de disputar reeleição em SP ‘não tem nada a ver com submissão’ a Bolsonaro

Declaração foi em resposta Gilberto Kassab, presidente do PSD, que declarou que o governador de São Paulo ainda precisa construir sua própria identidade política

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30/1) que a sua decisão de disputar a reeleição e desistir de uma candidatura à presidência da República nas eleições deste ano neste ano “não tem nada a ver com submissão” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal padrinho político.

“A decisão, por exemplo, de ficar em São Paulo, não tem nada a ver com submissão. É uma decisão que eu estou dizendo, e não é nenhuma novidade, desde 2023”, disse a jornalistas nesta sexta-feira.

 

Tarcísio e Kassab já não falam a mesma língua

Tarcísio deu a declaração ao ser questionado por jornalistas sobre uma fala do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que na quinta (29/1) afirmou que o governador precisa construir sua própria identidade política. “Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”, disse Kassab em entrevista ao UOL News.

Tarcísio anunciou que pretende concorrer a um novo mandato à frente do governo paulista na quinta após visitar Jair Bolsonaro (PL), preso na “Papudinha”, em Brasília. O encontro aconteceu em meio a discussões sobre candidaturas de direita nas eleições presidenciais de 2026.

Nesta sexta, durante a entrega de uma obra na capital paulista, Tarcísio ressaltou que o apoio a Bolsonaro neste momento “não tem absolutamente nada a ver com submissão”.

“Eu sempre vou ser grato a quem me estendeu a mão, a quem abriu as portas. É fácil você estar do lado quando a pessoa tá bem. Difícil, e você não vê muito isso na política, é estender a mão quando a pessoa está na pior, quando a pessoa precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder, quando a pessoa está privada da sua liberdade. E é nesse momento que os amigos aparecem, pra dizer ‘tô contigo, conta comigo’. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão”, afirmou.

 

Ele acrescentou ainda ter a sua própria linha e ser um “cara de time”. “Tenho a minha linha própria, independente, mas, obviamente, sempre vou ser grato [a Bolsonaro]. Sou um cara de time, de grupo, e vou continuar sendo”, disse.

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Conciliador – O governador adotou tom conciliador ao falar sobre Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão estadual e tem feito alianças para que seu partido dispute a Presidência da República como terceira via.

“Ele é um dirigente importante e fala como dirigente nacional dentro daquilo que ele acredita”, disse.

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