Seca no rio Acre leva Bocalom a decretar situação de emergência na Capital

**Tião Maia, o Aquiri**

O prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PL) assinará, na manhã desta quarta-feira (6/8), às 8h30, em seu gabinete, o decreto de Situação de Emergência, em razão da forte seca e estiagem que vêm afetando o município ao longo de 2025. A medida visa garantir ações emergenciais e facilitar o acesso a recursos para minimizar os impactos da crise climática sobre a população e os serviços essenciais.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Cláudio Falcão, disse que a providência a ser anunciada por Tião Bocalom visa chamar a atenção das autoridades para a situação porque, segundo ele, “o cenário é bastante grave nesse instante”.

De acordo coma Defesa Civil, apesar de ter chovido um pouco em algumas partes da cidade de Rio Branco nesta terça-feira, a Capita chegará na quarta-feira com 47 dias se, chuvas mais fortes; Por isso, a previsão é que a situação se estenda pelos próximos 90 dias, sem chuvas. Chuvas regulares só devem ocorrer a partir de novembro. Portanto, o rio Acre, principal manancial fornecedor de água potável para a Capital, deverá baixar ainda mais e isso pode comprometer o abastecimento na cidade.

Nesta tarde de terça-feira, a medição da Defesa Civil apontava para 1,53 m de lâmina de água.
Isso significa que o rio está apenas 30 centímetros da menor marca já registrada, que foi em 2024, quando atingiu 1,23m. A situação, antes classificada como estiagem, agora é considerada seca, o que agrava ainda mais o cenário. “Nós estamos com o sol extremamente seco, no mês de julho praticamente não choveu, O mês de agosto pode ser que tenha um pouco mais de chuva do que tem no mês de julho, mas também não vai resolver.

Nós esperamos uma situação bastante seca. Ha questão também de setembro, então as consequências são inúmeras. Nós já temos consequências agora de prejuízos na piscicultura, na agricultura. Na navegação, na bacia leiteira porque tudo que acontece no rio vai ser refletido fora dele”, disse Claudio Falcão.

Para garantir o abastecimento de água potável, a Defesa Civil realiza ações emergenciais nas comunidades da zona urbana e rural. Atualmente, pelo menos dois planos de contingência estão ativos na capital. O plano de abastecimento híbrido, onde a Defesa Civil do município faz o abastecimento de água na zona rural com atendimento de milhares de famílias. “São milhares de pessoas e em torno de 72 comunidades afetadas nesse instante.

Então, esse é o plano de abastecimento híbrido. E o outro plano em relação às queimadas, que é para a gente controlar todos os poluidores do ar para que não venha a danificar ainda mais o meio ambiente e consequentemente a nossa saúde”, acrescentou Fal]ao. “Caso a seca do rio Acre chegue por volta de um metro e quarenta centímetros, o sistema de abastecimento ficará comprometido!”, alertou.

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