Professor desaparecido na região de fronteira do Alto Acre está morto

Tião Maia, O Aquiri
O professor Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como “Régis”, que estava desaparecido desde o último dia 25 de outubro, em Epitaciolândia e Brasileia, na região do Alto Acre, está morto. Ele foi vítima de assassinato, através de asfixia mecânica, com um golpe de luta marcial conhecido como “mata-leão”, revelaram investigações da Polícia Civil do Acre (P`CAC). Seu corpo foi encontrado na quarta-feira (1/10), numa cova rasa no quintal da casa de um de seus assassinos.
O principal suspeito do crime é Vitor de Oliveira da Silva, de 27 anos, conhecido como “Coringa”, que era monitorado pela justiça com tornezeleira eletrônica por outros crimes. De acordo com o delegado-geral de Polícia Civil na região do Alto Acre Érick Maciel, o suspeito confessou o crime e revelou o local onde estava o corpo da vítima. Em depoimento, Victor disse que tinha um relacionamento com o professor e que o motivo do homicídio seria o término desse envolvimento.

A apuração teve avanço após a análise do computador de Régis, onde os policiais localizaram conversas que levaram até o acusado. Durante o interrogatório, Victor admitiu que após uma discussão aplicou o golpe que causou a morte.
Além dele, a polícia aponta a participação de Marijane Maffi, de 46 anos. Ela teria auxiliado na ocultação do corpo e levado o carro do professor para a Bolívia. O veículo foi encontrado em um ramal a cerca de 16 quilômetros de Cobija. Os investigadores buscam esclarecer se o automóvel foi vendido ou trocado por entorpecentes.
O casal está passando por audiência de custódia nesta quinta-feira . Vitor e Mariane, de 48 anos, que era vizinha de Vitor, são suspeitos de latrocínio, o roubo seguido de morte, já que mataram e esconderam o corpo do professor interessados no veículo da vítima, que foi levado para a Bolívia. Participou do crime fornecendo a Victor os equipamentos ustilizados para ocultar o corpo e levado o carro da vítima para o lado boliviano, no dia 25 de setembro. O veículo, que estava em território estrangeiro, deve ser devolvido às autoridades brasileiras nesta quinta, após trâmites diplomáticos.

De acordo com o delegado Érick Maciel, a elucidação do crime só foi possível após análise de conversas registradas no notebook da vítima, que levaram os investigadores até os suspeitos.

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