Tião Maia, O Aquiri
Apontados como autores do sequestro, assassinato e esquartejamento da moradora de rua Janaira Andressa, morta entre os dias 17 e 20 de junho de 2024, foram identificados pela Polícia Civil do Acre (PCCA). após mais de um ano de investigação. Seis pessoas foram identificadas como diretamente envolvidas no crime, sendo quatro maiores de idade e dois adolescentes. O crime ocorreu na região do bairro Triângulo, no 2º Distrito da cidade e seus restos mortais, após o esquartejamento, foram jogados num igarapé, afluente do rio Acre. Os adultos vão a julgaento ainda este ano, na 2ª Vara do Tribunal do Juri Popular.
Seis adultos foram presos pela equipe da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa). Entre os presos foi identificado um líder de organização criminosa atuante no tráfico de drogas na região do Triângulo Velho, em Rio Branco. Os menores também foram responsabilizados, embora ainda não tenham tido mandados de internação expedidos pela Justiça. Os nomes doss envolvidos não foram fornecidos pela Polícia Civil.
Janaira Andressa teve seus restos mortais encontrados nas margens de um igarapé que separa os bairros Taquari e Triângulo Novo. A coleta e análise de DNA realizada pelo Instituto de Análises Forenses, em comparação com material biológico fornecido por familiares, confirmou a identidade da vítima em abril deste ano.
Inicialmente tratado como um desaparecimento, o caso passou a ser investigado como homicídio diante das circunstâncias e indícios coletados. A conclusão do inquérito confirmou um crime de extrema brutalidade, Janaira foi sequestrada, esquartejada e teve o corpo ocultado na mata às margens do igarapé.
Janaira Andressa foi condenada à morte porque perambulava nas ruas e outras áreas de venda d drogas. Suja, mal vestida, sua imagem causaria ascos na clientela dos traficantes de drogas. Como havia reclamações dos clientes das “bocas” existentes no local, os traficantes decidiram eliminá-las.

