Opinião

Dilson Ornelas, o Rio de Janeiro
O jornal O Aquiri é uma dessas ideias cósmicas que sempre existiram e não surgiram nesse mundo. Mas plainava por aqui em nossa espaço-tempo com paciência infinita. Esperou ser capturada pelo cérebro talentoso e já curtido de Tião Maia, porque não servia outro, precisava ser Tião. Agora é materializada em formato digital. Coisa do século XXI. Não acredita que essa é uma ideia que vem de outro mundo? Eu vou provar.
O conceito de que as ideias, a mente e a consciência são produzidas no cérebro é recente e mal explicado. Antes disso todos sabiam que elas eram uma força externa. Isso só começou a mudar no século XIX com os primeiros testes da Neurociência, mas até hoje não convencem. É verdade que os exames podem mostrar partes do órgão que são sensibilizadas com os pensamentos, os sonhos, as ideias. Mas não explicam como essas coisas surgem ali. Não sei você, mas eu acredito que elas vem de fora como ondas, e o cérebro humano não passa de um receptor que captura uma ideia ou outra no ar.
Como meu receptor provavelmente pertença a uma versão mais desatualizada que a de Tião Maia, precisei captar umas ondas de wifi para entender O Aquiri. E olha só!
O jornal parece mesmo ter sido forjado nas entranhas de uma floresta estelar, porque carrega em seu nome a essência de um rio feroz, o Rio Acre, uma derivação de “Aquiri”, palavra dos Apurinãs que significa “rio de jacarés”. Não é coincidência, é destino. O nome ressoa como um rugido primal, evocando a força de um predador que não perdoa, que morde e não solta.
E quem melhor para dar vida a um jornalismo feroz do que Tião Maia? Um jornalista que agarra suas presas — geralmente políticos corruptos ou figurões desavisados — com a tenacidade de quem sabe que a verdade não se negocia. Suas reportagens investigativas, conhecidas de todos nós que amamos a verdade e bom jornalismo, são afiadas como dentes selvagens. Destroçam a tudo e todos com argumentos mordazes, deixando os alvos sem saída, expostos à luz crua da realidade. Assim como o rio que inspirou seu nome, O Aquiri, sob o comando de Tião, promete ser implacável, um defensor incansável da população, seja no Acre ou em qualquer canto onde a injustiça ouse mostrar a cara. Mas não para por aí.
O slogan do jornal, “Jornalismo Raiz na Amazônia”, é outra dessas ideias que parecem ter sido sussurradas por forças de outro mundo. A imagem que o acompanha, uma samaúma, a árvore-mãe da floresta, não é só um símbolo — é uma profecia. As raízes da samaúma são profundas, mas horizontais, e irrigam as vegetações próximas, assim como o jornalismo que beneficia a comunidade carente que tem sede pelas ações honestas do poder público. Veja o que nos diz as sapopemas, aquelas “raízes chatas” na língua Tupi, que se erguem como pilares, sustentando a gigante que toca o céu. Algumas dessas sapopemas chegam a 10 metros, verdadeiros monumentos naturais que desafiam a gravidade. Elas nos dizem que O Aquiri, como a samaúma, não será apenas profundo em suas investigações, mas também será um suporte firme para a verdade, e não se curvará diante de pressões. É uma promessa de jornalismo que não apenas cresce, mas se impõe, gigante, inabalável.
E que ninguém se engane: O Aquiri será, acima de tudo, um jornalismo chato. Chato no melhor sentido da palavra — aquele que incomoda, que cutuca, que não deixa ninguém dormir em paz enquanto a verdade não vier à tona. Porque jornalismo de verdade é isso: uma raiz chata, que se infiltra, que desestabiliza, que faz tremer quem tem algo a esconder. Não é sobre agradar, é sobre perturbar. Não é sobre ser amado, é sobre ser temido. O Aquiri, com Tião Maia à frente, não veio para fazer amigos, veio para fazer história.
Que venham as ondas cósmicas, que venham as verdades incômodas, que venham os jacarés predadores do Aquiri! Vida longa a esse jornal, que já nasce com raízes profundas e um rugido que ecoa muito além da Amazônia!

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