**Tião Maia, O Aquiri**
Desta quarta-feira (8/7) até a próxima quinta (10/7), na aldeia Yawatxivan da Terra Indígena do Rio Gregório, no interior do município de Tarauacá, no Acre, será realizado o Seminário COParente, uma etapa preparatória rumo à COP30, a ser realizada em de 10 a 21 de novembro em Belém, no Pará. A COP 30 é 30ª Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) para debater as emergências de contenção das mudanças climáticas e a reunião na Aldeia visa alinhar a participação dos indígenas acreanos.
O encontro na aldeia tem o apoio do governo federal através do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), do governo do Estado do Acre, pela Secretaria dos Povos Indígenas do Acre (SEPI), da Comissão Pro-Indio do Acre (CPI/AC), da Wild Foundation, WINS, Wildlife Works, Fundo Socioambiental CASA, FUNAI e está sendo realizado pela Associação Sociocultural Yawanawá – ASCY.
De acordo com os organizadores, a COParente tem como foco garantir a presença e a força dos povos indígenas nos espaços de decisão da COP30 — assegurando que suas vozes, direitos e propostas sejam respeitados. A COP30 será um momento estratégico para o Brasil reafirmar sua liderança nas pautas climáticas e ambientais globais.
A COParente tem como objetivos principais:
****Unir forças**.** Construir uma posição conjunta entre os povos e organizações indígenas do Acre (e da região) sobre temas-chave da COP30: clima, biodiversidade, salva guardas, créditos de carbono e repartição de benefícios.
**Capacitar lideranças**. Preparar representantes indígenas com informações, estratégias e propostas para uma participação qualificada e articulada na COP.
Fortalecer o protagonismo indígena. Levar às negociações globais as realidades, prioridades e soluções construídas nos territórios indígenas.
**Defender direitos. **Garantir que as soluções climáticas respeitem os modos de vida tradicionais, os direitos territoriais e a autonomia dos povos indígenas.

