Judiciário brasileiro é o 2º mais corrupto e injusto do mundo, segundo ranking global; o primeiro é a Venezuela

Dados são de organização independente que analisa adesão ao Estado de Direito em diversas nações ao redor do mundo

 

com agências internacionais

Um relatório internacional amplamente citado em estudos sobre Estado de Direito revelou resultados preocupantes sobre o desempenho do sistema de justiça brasileiro em comparação com outros países ao redor do mundo. De acordo com o Rule of Law Index 2024, publicado pelo World Justice Project (WJP), organização independente que analisa adesão ao Estado de Direito em diversas nações, o Brasil ocupa a 80ª posição entre 142 países avaliados, com pontuação geral abaixo da média global.

O Rule of Law Index leva em consideração oito dimensões centrais do Estado de Direito, incluindo restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, direitos fundamentais, transparência governamental, ordem e segurança, aplicação de regulamentações e, especialmente, Justiça Criminal. Essa última é um fator sensível, pois mede a imparcialidade, eficiência e equidade do sistema de justiça penal.

No recorte específico da Justiça Criminal, o desempenho brasileiro aparece ainda mais crítico. O país foi classificado na 113ª posição entre os 142 países analisados, com uma pontuação consideravelmente baixa em imparcialidade, um dos critérios que avalia se juízes e agentes do sistema tratam casos sem favorecimentos indevidos por motivos políticos, econômicos ou ideológicos.

Esse resultado significa que, no critério de imparcialidade judicial dentro da Justiça Criminal, o Brasil ficou atrás de praticamente todas as nações avaliadas, superando apenas a Venezuela, que obteve um desempenho semelhante, também com pontuação muito baixa nesse quesito específico. Ou seja, nesse aspecto de imparcialidade e desempenho em Justiça Criminal, o Brasil aparece em penúltimo lugar no ranking global do WJP.

Além disso, o índice global indica que o Brasil também registra dificuldades em outros fatores relacionados ao Estado de Direito, como controle à corrupção (77ª posição no quesito “ausência de corrupção”), eficiência do sistema prisional e celeridade processual. Esses números ajudam a explicar por que o país teve uma posição intermediária a baixa no ranking geral, abaixo da média global de pontuação absoluta.

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