**Tião Maia, o Aquiri **
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o ex-governador e senador pelo Acre Jorge Viana, disse, na terça-feira (22), em São Luís (MA), que o recente “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil não se trata de uma questão comercial. Para Viana, a medida é uma “ação perversa de família, de grupos extremistas que querem danificar o país”.
Jorge Viana expressou sua visão durante a cerimônia de assinatura de um convênio entre a Apex e a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes). Ele enfatizou a necessidade de união diante do que considera uma tentativa de prejudicar o trabalho, as empresas e a soberania brasileira. A taxação dos produtos brasileiros pelos EUA está prevista para começar em 1º de agosto.
O convênio assinado lançou o Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), focado exclusivamente em cooperativas. O objetivo é oferecer subsídios e capacitações para que cerca de 1,5 mil cooperativas ligadas à Unicafes consigam acessar mercados externos com seus produtos agroindustriais.
Dados da Unicafes revelam que 92,6% das cooperativas associadas adotam práticas sustentáveis em sua produção. Além disso, 75% são agroindústrias e 73,4% promovem a inclusão de jovens e mulheres. A valorização do trabalho feminino é um dos pilares do Peiex, reconhecendo a dedicação das mulheres no cultivo das terras e no desenvolvimento de suas comunidades.
A presidente da Confederação Unicafes, Fátima Torres, ressaltou a importância da iniciativa para aumentar a força e a competitividade das cooperativas. A capacitação oferecida pelo convênio visa o amadurecimento da gestão das cooperativas e a internacionalização do cooperativismo solidário brasileiro, abrindo novos mercados tanto internos quanto externos.
Desde o anúncio de Donald Trump em relação à taxação de produtos brasileiros, Viana tem dito que as medidas vão prejudicar a a econokia de todo o país e ressaltou que um dos mais prejudicados será o Acre, Estado onde o atual diretor da Apex foi governador por dois mandatos e senador da República. Segundo ele, o Acre exporta proteína animal, madeira e castanha, produtos atingidos pela taxação.

