Há 11 anos, um serial killer aterrorizava Goiânia matando mulheres

**Tião Maia, O Aquiri **

Agora em agosto de 2025 completa-se 11 anos do massacre de mulheres em Goiânia, capital do Estado de Goiás, onde, em 2014, a polícia, enfim, fez encerrar as atividades de um maníaco que matava, aleatoriamente, a tiros, mulheres que encontrava na rua. De acordo cm registros policiais, consta que, de janeiro a agosto daquele ano, houve um ciclo brutal de 15 mulheres assassinadas por um mesmo homem.
As mulheres eram assassinadas independentemente da idade ou posição social. Para Tiago Henrique Gomes da Rocha, o homem por trás da mente doentia que devotava ódio às mulheres, bastava o alvo ser do sexo feminino para ter a morte decretada por ele. Ele saía de casa, na Capital Goiana, sempre de motocicleta com as placas falsificadas. com um único objetivo: matar mulheres.
Foram 15 mulheres assassinadas entre janeiro e agosto de 2014, todas mortas a tiros. O algoz usava sempre o mesmo modus operandi, pilotando a motocicleta, se aproximava e atirava para matar e, depois, fugia sem levar nada.
O serial killer não as conhecia. As vítimas eram escolhidas aleatoriamente. Algumas tinham características em comum, outras, nada — além do fato de ser mulher.
Alto, com aproximadamente 1,87m, e porte atlético, Tiago estava acima de qualquer suspeita. À época, trabalhava como vigilante em um hospital materno infantil. Apesar de ser descrito como tímido e calado, tinha um relacionamento normal no ambiente de trabalho, segundo seus colegas.
No entanto, era em cima da motocicleta preta, escondido atrás de um capacete da mesma cor, que o lado sombrio da mente do homem tomava o controle de suas ações. A série de assassinatos de mulheres teve início em janeiro de 2014. A primeira vítima do ciclo de terror foi Beatriz Cristina Oliveira Moura, à época com 23 anos. Era manhã de domingo, 19 de janeiro, quando a jovem foi surpreendida no momento em que estava a caminho de uma padaria, no Setor Nova Suíça, região sul da capital goiana.
Menos de um mês depois, em 3 de fevereiro, Tiago fizera sua segunda vítima. Lilian Sissi Mesquita e Silva, 28 anos, seguia para a escola dos filhos, à época com sete e 10 anos, quando foi atingida por um disparo no peito. Dessa vez, o crime ocorreu no Setor Cidade Jardim, região oeste da cidade.
No terceiro ataque, o maníaco simulou um assalto. Ana Maria Victor Duarte, filha do promotor Uigvan Pereira Duarte, foi morta em 14 de março. Acompanhada do namorado e de uma amiga, foi abordada. Ela levou um tiro ao afirmar que não estava com o aparelho. O assassino fugiu sem levar nada.
Estava iniciada, então, a sequência de assassinatos. Dali para frente, outras 12 mulheres foram mortas, em menos de cinco meses.
Wanessa Oliveira Felipe, 22 anos, teve sua vida interrompida em 23 de abril. Ela estava em uma farmácia no Bairro Goiá, região oeste da cidade, quando Tiago se aproximou e a atingiu. Depois de Wanessa, a vítima escolhida foi Janaína Nicácio de Souza, 25 anos. Em 8 de maio, ela estava em um bar do setor Jardim América, região sul, acompanhada de um amigo, quando o serial killer se aproximou e a matou. Ela estava sozinha, pois o jovem havia ido ao banheiro.
Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, 26 anos, foi uma das vítimas mais velhas. Ela foi morta no mesmo dia que Janaína, quando estava em um ponto de ônibus no bairro Jardim América, após sair do trabalho. Ela era filha do sargento aposentado da Polícia Militar de Goiás, Clinger Gonçalves Oliveira, e mãe de um menino de 7 anos.
O vigilante assassino s[o seria preso em 14 de outubro de 2014. Levado a julgamento, foi condenado a quase e 700 anos de prisão, mas pode ser solto dentro de dez anos. Quando foi preso, o matador de Goiânia tinha 26 anos de idade. Hoje, está com 36 e pode ganhar a liberdade quando atingir os 56. Condenado por 35 assassinatos, entre vítimas mulheres e pessoas em situação de rua, Tiago viveu a última década numa cela isolada do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, mas pode ser solto assim que alcançar os benefícios da LEP (lei de Execuções Penais).

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