Graviola, uma fruta aliada à medicina no combate às inflamações

**Redação**

Abundante em todo o território nacional, a graviola (Annona muricata), além de fruta de sabor inigualável, é também uma aliada da ciência médica no combate à doenças e tem efeitos benéficos no corpo humano. Entre outras coisas, a fruta tem efeito antioxidante decorrente da presença de acetogeninas e flavonoides
A graviola é amplamente utilizada na fitoterapia tradicional, valorizada por seus princípios ativos e compostos bioativos. Encontrada em diversas regiões do Brasil, suas folhas e frutos são empregados em preparações medicinais há gerações. Pesquisas recentes vêm apontando benefícios significativos associados à sua ação antioxidante, propriedades anti-inflamatórias e potencial efeito no controle glicêmico.
Entre seus efeitos benéfícos ao corpo humano estão:
. Ação antioxidante decorrente da presença de acetogeninas e flavonoides;
. Propriedade anti-inflamatória que auxilia em processos inflamatórios crônicos;
, Possível auxílio no controle do açúcar no sangue com suporte científico emergente
Além de popular entre comunidades tradicionais, a graviola desperta interesse da comunidade médica devido à sua composição fitoquímica e potencial para o desenvolvimento de fitomedicamentos. Este artigo apresenta uma revisão das principais propriedades curativas da planta, evidenciadas em estudos reconhecidos e descritas em publicações de referência.
A ação antioxidante da graviola está relacionada à presença de flavonoides, acetogeninas e derivados fenólicos encontrados principalmente em suas folhas. Estes compostos neutralizam radicais livres e reduzem o estresse oxidativo celular, protegendo estruturas orgânicas e auxiliando na prevenção de danos ao DNA. Estudos apontam que o extrato da planta apresenta atividade significativa, conforme observado por Mohamed A. M. et al. em análise publicada na revista Phytotherapy Research.
“O extrato de folhas de graviola apresentou capacidade antioxidante comparável à vitamina C, evidenciando redução dos marcadores de peroxidação lipídica in vitro, atribuída à presença de flavonoides e outros compostos fenólicos”, a ponta a publicação.
Qual o mecanismo anti-inflamatório da graviola?

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A propriedade anti-inflamatória da graviola é atribuída a compostos como alcaloides e taninos que atuam inibindo a produção de mediadores inflamatórios, como prostaglandinas e citocinas. Essa ação se reflete na diminuição de edemas e na modulação do sistema imunológico. Segundo dados publicados no livro de Francisco José de Abreu Matos, a utilização da planta em infusões recebe destaque para o tratamento de processos inflamatórios leves, com suporte em experimentos laboratoriais.
“A infusão das folhas de graviola mostrou eficácia em reduzir sinais inflamatórios em modelos experimentais, destacando os alcaloides como principais agentes ativos desta ação”, atesta o livro.
Pesquisas recentes vêm avaliando se a graviola contribui para o controle glicêmico devido a compostos como acetogeninas e ácido clorogênico presentes em suas folhas e frutos. A hipótese é que esses princípios ativos podem aumentar a sensibilidade à insulina e diminuir a absorção de glicose, beneficiando pessoas com intolerância à glicose. Conforme revisão de estudos em diabetes publicada por Adewole SO e colaboradores, resultados positivos foram observados em modelos experimentais e sugerem um potencial promissor que está sendo aprofundado por pesquisas clínicas.O extrato de graviola reduziu significativamente os níveis de glicose em animais diabéticos, reforçando sua indicação tradicional como coadjuvante no controle glicêmico.
Folhas e frutos da graviola são empregados no preparo de chás e sucos com finalidade digestiva e calmante por comunidades tradicionais. Compostos como alcaloides, taninos e magnésio exercem efeito relaxante sobre a musculatura do tubo digestivo, podendo auxiliar no alívio de cólicas e desconfortos gastrointestinais. Estudos laboratoriais, como relatado por Lima SRM e colaboradores na Revista Brasileira de Farmacognosia, destacam o uso seguro e a validade das formas de preparo tradicionais. “O consumo do chá de folhas de graviola demostrou atividade espasmolítica significativa, fornecendo suporte para seu uso popular no alívio de distúrbios digestivos leves.
Relatos sugerem vantagens no controle da glicemia, requerendo, porém, acompanhamento e mais pesquisas clínicas para confirmação do uso medicinal direcionado.

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