**Tião Maia, O Aquiri**
Nesta segunda-feira, 17 de novembro, o ex-governador Flaviano Flávio Baptista de Melo, nascido em Rio Branco, em novembro de 1949, estaria completando 75 anos de. Além de governador, foi também prefeito duas vezes, quatro vezes deputado federal e senador do período de 1990 a 1998, e morreu quando presidia o único partido ao qual foi filiado ao MDB, no dia 20 de novembro de 2024, num hospital em São Paulo, três dias após seu aniversário de 74 anos.
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**Flaviano Melo ao tomar posse no Governo do Acre , em 1987**
Flaviano Melo passou seu último aniversário já entubado, após ser transferido de UTI aérea de Rio Branco para São aulo com problemas respiratórios os quais evoluíram para outras complicações. Naquele 20 de novembro de 2024, uma quarta-feira, não morria apenas um engenheiro e membro d euma tradicional família de políticos do Acre. Morria um dos políticos mais populares e dono da carreira politica mais logeva da historia do Acre.
Formado em Engenharia civil pela Faculdade de Engenharia Civil de Barra do Piraí, atual UGB, e pela Universidade do Estado da Guanabara, trabalhou na construção da Ponte Rio-Niterói entre 1973 e 1974 e na construtora Mendes Júnior entre 1975 e 1983.
Flaviano Melo ingressou na vida política em 1969, filiando-se ao MDB e, em 1980, com a abertura política, ao PMDB. Seu primeiro cargo público foi o de prefeito de Rio Branco (1983-1986), por nomeação do governador Nabor Júnior, a quem sucedeu após a vitória nas eleições de 1986, no Governo do Estado.
Em 1990 foi eleito senador. Em 1994 disputou mais uma vez o governo do Acre, mas foi derrotado por Orleir Cameli. Sofreu nova derrota quando tentou se reeleger ao Senado em 1998, sendo vencido, desta vez, pelo petista Tião Viana.
Em 2000 elege-se prefeito de Rio Branco em primeiro turno. Todavia, renunciou ao cargo em 2002 para disputar o governo do estado novamente. Acabou vencido pelo candidato à reeleição, Jorge Viana. No pleito de 2006 foi eleito deputado federal e, em 2010 e 2014, foi reeleito. Nesta última obteve 18.372 votos, sendo o sétimo mais votado entre os 8 eleitos de seu estado para a 55.ª legislatura.
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O ex-governador Flavano Melo após sofrer um AVC e ficar com sequelas na locomoção**
Em abril de 2017 votou a favor da Reforma Trabalhista. Em agosto do mesmo ano, votou a favor do presidente Michel Temer, no processo em que se pedia abertura de investigação, e que poderia lhe afastar da presidência da República.
Faleceu em 20 de novembro de 2024, após dez dias internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de morte encefálica. O ex-governador tratava uma pneumonia desde o dia 6 de novembro e havia passado por um cateterismo.
O legado histórico e político de Flaviano Melo foi naturalmente herdado por seu filho primogênito, Leonardo Melo, atualmente com 47 anos de idade. Engenheiro civil como o pai, era empresário no Canadá mas, no início de 2025, decidiu voltar ao Brasil e se instalar no Acre para continuar a carreira política de sua família no Acre e que é registrada desde os anos de 1930, com o Acre ainda na condição de território federal e onde seu avô, Flavio Baptista de Melo, era um influente advogado; é ele, por exemplo, um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Acre, que vem a ser a primeira seccional estadual da história da instituição no pais.
Leonardo Melo, já vivendo no Acre, em Rio Branco, diz que esta à disposição e seu Partido, o MDB, do qual é membro da executiva estadual e nacional, para ocupar espaços políticos onde o partido fr inserido. “Cotumo dizer que estou à disposição do MDB para o qu for preciso, do cargo de porteiro ao mais elevado. Enfim, estou pronto para o que o MDB precisar e estou muito feliz com as manifestações que venho recebendo desde cedo de diversas pessoas que lembram ser hoje o aniversário de meu pai”, disse o engenheiro. “É muito bom saber que o meu pai foi tão querido e amado por seus irmãos acreanos. Isso alivia um pouco a dor da saudade”, acrescentou.

