Tião Maia, O Aquiri
O juiz Guilherme Muniz de Freitas, da Vara Criminal de Brasiléia, condenou, em sentença publicada na quinta-feira no Boletim Eletrônico do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), o empresário do agronegócio Adriano Vasconcelos Correia da Silva, de 50 anos, a dois anos de reclusão em regime aberto e ao pagamento de uma indenização de R$ 50 mil pelas agressões professor Paulo Henrique da Costa Brito, 22 anos, que perdeu a visão do olho esquerdo em decorrência do ataque.
O crime ocorreu no dia 4 de outubro de 2023, nas dependências do estabelecimento “Renato Gastrobar”, localizado na Rua Marechal Rondon, em Brasiléia. De acordo com a denúncia, o empresário utilizou um copo de vidro para agredir a vítima, de forma repentina e sem dar chances de defesa. O agressor estava com um copo de vidro na mão e o quebrou no rosto da vítima. A agressão foi ao lado de uma viatura da Polícia Militar e registrada por câmeras de segurança. Paulo Henrique teve cortes profundos no olho e precisou retirar o globo ocular esquerdo, perdendo a visão.
Professor mediador de crianças atípicas, ele definiu o suspeito como bárbaro e disse não entender o motivo da violência. No dia do acontecido, ele tinha acabado de sair do trabalho, quando resolver parar no bar para tomar um chopp com amigos e, de repente, sofreu o ataque.
O juiz Guilherme Muniz de Freitas desclassificou a acusação inicial do Ministério público de tentativa de homicídio para lesão corporal grave com dolo eventual — quando se assume o risco de causar o dano. Na ocasião, Adriano Vasconcelos chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após pagar fiança de R$ 10 mil. A decisão judicial ainda cabe recurso por parte da defesa do empresário.
O caso causou forte repercussão à época, principalmente devido à gravidade das lesões causadas ao professor, cuja vida foi profundamente afetada pela perda da visão.

