Em quatro meses de 2025, Acre gerou 1.385 empregos com carteira assinada

Tião Maia, O Aquiri

O Acre chegou ao quarto mês seguido, em 2025, com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada, os chamados empregos formais, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o um sistema do governo brasileiro criado para registrar as admissões e demissões de trabalhadores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O Caged é utilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) para acompanhar a situação da mão de obra formal no Brasil, levantando dados sobre a geração de emprego e desemprego no país. Além disso, o Caged é importante para programas sociais, como o Seguro-Desemprego, pois fornece informações sobre vínculos trabalhistas.

Neste sentido, a alta na geração dos empregos formais foi puxada pelo setor de serviços. Ao todo, de janeiro ao início de maio, foram criadas no Acre mais de 1,3 mil vagas. O saldo foi de 1.385 vagas no mês de maio.

Foram 5. 783 admissões e 4.398 mil desligamentos no Estado, durante o período pesquisado. Em relação ao mês de abril o resultado representa um aumento de 82%, já que, no mês anterior, haviam sido geradas 760 vagas.

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Na comparação com o mesmo mês do ano passado, que teve geração de 139,55 mil empregos formais, houve uma alta 6,7%, conforme dados oficiais.

Também houve alta na contratação pelo serviço público do Acre. Entre os municípios acreanos, Sena Madureira teve o melhor saldo em maio, com 1.054 novos postos. O estoque do município chegou a 5,7 mil empregos formais. Na sequência das cidades com melhores desempenhos no estado aparecem Rio Branco (168), Brasiléia (43), Jordão (38) e Tarauacá (25).

Apesar da sequência de resultados positivos, o economista e professor Rubisclei Gomes ressalta que os números não representam, necessariamente, um aquecimento da economia local. Segundo ele, os indicadores demonstram que as contratações foram puxadas principalmente pelo poder público, por meio de vagas temporárias ou de prestação de serviço.

O especialista também ressalta que o crescimento pode não se manter ao longo dos próximos meses, mas a tendência é que os números continuem positivos.

“É muito relevante fazer um parentese. Só em maio, foram gerados aproximadamente mil empregos. Em que setor? No setor de serviço. Isso é explicado pelo setor público, contratando funcionário de forma provisória ou através de prestadores de serviços. Essa expansão de emprego consegue se manter até o final do ano? Dessa forma? Vigorosa? Não. Ela não vai conseguir. A tendência é que os números que vêm até o final do ano sejam tão bons quanto é no momento”, ponderou.

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