Em Congresso do PT em Brasília, Lula diz que eleger senadores é prioridade em 2026

**Tião Maia, O Aquiri **

Ao discursar na tarde deste domingo (3/8), para filiados participantes do Congresso Nacional do PT, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu prioridade da militância e de partidos aliados às eleições de senadores em 2026, quando o eleitor terá a opção de votar em dois candidatos ao Senado. “Nós precisamos agora fazer uma eleição em 2026 e eleger uma maioria de senadores”, afirmou. Segundo ele, a direita só precisa de 17 senadores eleitos para impor suas pautas conrarias ao PT, entre as quais o impeachiment de ministros do STF.
Peas contas de Lula, com os senadores que já têm, 25 parlamentares, e elegendo mais 17, a Direita chegaria a 41 e assim teria maioria absoluta no Senado. O presidente criticou as pessoas que decidem ser candidatas sem falar antes com o partido e sem avaliar se são competitivas. “Aqui nós temos uma coisa muito engraçada, o cara se autodetermina candidato a alguma coisa e depois impõe ao partido a candidatura. Isso para vereador, para deputado estadual, para tudo”, disse.
No Acre, a prioridade petista para às eleições ao Senado será a candidatura do ex-governador e ex-senador Jorge Viana, que perdeu a reeleição em 2018 porque o PT lançou dois candidatos – al´m de Viana, foi candidato também o ntão deputado estadual petista Ney Amorim. Agora, em 2026, Jorge Viana deve ser candidato único numa eleição em que o eleitor poderá votar duas vezes, repetindo a mesma estratégia de 1994, quando s sigla elegeu a então deputada estadual Marina Silva cmp uma das senadoras mais jovens do país.
A fala no congresso petista não foi a primeira vez em que o presidente da República e de honra do PT aponta o Senado como prioridade. Em junho deste ano, ele havia dito ser preciso eleger maioria no Senado em 2026 para evitar que a direita, no seu entendimento, “avacalhe” o STF (Supremo Tribunal Federal). Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a 2/3 da Casa.
Os partidos de direita, capitaneados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também buscam a maioria. Há um entendimento de que se o Senado tiver uma maioria de políticos de direita, cresce a possibilidade de abertura de um eventual pedido de impeachment de um ministro do Supremo. Em fevereiro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que “quase 40” congressistas da Casa Alta eram a favor do impeachment de Alexandre de Moraes, mas não revelou nomes.
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já declarou que a Casa “não é órgão de correção do STF” e que abrir um processo de impeachment de um ministro da Corte seria criar “mais um” problema para o Brasil. Nunca um ministro do Supremo sofreu impeachment no Brasil.

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