Donald Trump não vai a Belém e ainda critica realização da COP 30

**Tião Maia, O Aquiri**

Além de não ter vindo a Belém para participar da COP 30, no Brasil, o presidente dos EUA, Dnald Trump, ainda utilizou suas redes sociais para criticar o evento. Trump criticou a construção de estrada dentro da Amazônia
Ainda na véspera da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, nesta segunda-feira (10/11), o presidente Donald Trump criticou a construção de uma estrada “no meio” da Floresta Amazônica. Em publicação no domingo (9/11) na Truth Social, o presidente norte-americano falou que “eles (Brasil) devastaram a Floresta Amazônica para construir uma rodovia para ambientalistas. Devastaram a Floresta Amazônica do Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas. Isso virou um grande escândalo”, disse Trump.

O comentário de Trump foi em resposta a um vídeo de uma emissora dos EUA, Fox News, que está em Belém fazendo a cobertura da COP30. No registro, os repórteres criticam o Brasil e afirmam que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, “se gabou de cortar milhares de árvores para a construção desta estrada de quatro faixas para a COP30 para mostrar como o governo está cuidando da floresta”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na última terça-feira (4/11), que ligará novamente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se uma reunião entre as equipes dos dois países não estiver agendada até o fim da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

“Quando a COP30 terminar, se a reunião entre meus negociadores e os dele ainda não tiver sido agendada, ligarei para Trump novamente”, destacou Lula.

“Saí da reunião com o presidente Trump convicto de que chegaremos a um acordo. […] Disse-lhe que era muito importante que nossos negociadores começassem a conversar em breve”, completou o petista.

Lula e Trump se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, em 26 de outubro. O encontro durou 50 minutos e representou a reaproximação entre os países após uma crise diplomática e o tarifaço imposto ao Brasil. Após a conversa, os chefes de Estado ordenaram que as equipes brasileiras e norte-americanas iniciassem as negociações sobre as sanções.

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