Desmatamento da Amazônia pode causar nova pandemia como ao nível do que foi registrado com o Coronavirus em 2021

**Tião Maia, O Aquiri**

O resultado de um dos debates sobre a saúde no futuro próximo em todo o mundo, durante a na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), na última terça-feira (18/11), aterrorizou dirigentes das diversas delegações dos países ao redor do planeta que participam do evento com a informação de que a humanidade está sob risco de uma nova pandemia ao nível do que ocorreu durante a do Coronavirus, a partir de 2021. Numa coletiva de imprensa, o climatologista Carlos Nobre, palestrante daquele dia, alertou que a Amazônia pode perder até 70% de sua cobertura florestal nas próximas décadas caso o aquecimento global ultrapasse 2°C e que isso abriria caminho e condições propícias para epidemias e pandemias em larga escala.

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Carlos Nobre fez o alrta durante debates na COP30, em Belém**

A informação ligou o sinal de alerta da população e especialistas, que temem o estabelecimento de um cenário irreversível. Para uma melhor compreensão da problemática, a degradação da floresta tende a contribuir significativamente para o risco de novos surtos pandêmicos em escala global. Com os fundamentos científicos apresentados, um roteiro foi montado a fim de conter o desmatamento e reverter a devastação da Amazônia pelos próximos quatro anos.

No entendimento dos especialistas, é imprescindível insistir na ampliação dos compromissos assumidos na COP28, em Dubai, incrementando novas metodologias. “Se ultrapassarmos entre 26% e 25% de desmatamento, perderemos a floresta. Já estamos em 18%. A degradação florestal pode liberar mais de 250 bilhões de toneladas de carbono . Precisamos zerar o desmatamento de todos os biomas e reduzir 75% das emissões de combustíveis fósseis”, explicou Carlos Nobre.

Cobrança em meio ao desmatamento da Amazônia ganha forças – Conforme dados regulamentados, a temperatura global está próxima de superar 1,5ºC. Dessa forma, caso os termômetros marquem 2ºC, o temor é que nenhum plano de contingência sirva para salvar a floresta mais importante do planeta. Enfrentando dificuldades de encontrar aliados na luta, a diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt, exigiu uma mudança de postura. “Não estamos apenas perdendo florestas e biodiversidade, mas arriscando perder completamente os serviços ecossistêmicos que elas prestam ao planeta. A ciência é clara: a maior parte do desmatamento profundo ocorre nas florestas tropicais, essenciais para mitigar e adaptar o clima. Esta é a maior participação indígena que já vi. Eles estão pedindo o fim do desmatamento e exigindo restauração”, ressaltou.

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