Nesta terça-feira (17/2), o advogado Aluísio Veras de Almeida Neto (foto em destaque) passará por audiência de custódia no juizado das garantias da Comarca de Rio Branco, após ser preso em flagrante e indiciado por estupro e cárcere e cárcere privado. O crime teria sido registrado na tarde de segunda-feira (16/2), numa das suítes do Motel Classic, localizado na rua Sete de Setembro, no bairro Novo Esperança, em Rio Branco, segundo relatou a Polícia Militar em boletim de ocorrência. A vítima é um rapaz de 18 anos, de nacionalidade peruana.
De acordo com a PM, uma guarnição recebeu denúncia inicial de um possível roubo nas dependências do estabelecimento. Ao chegarem ao local, os policiais foram informados pela gerência de que não havia movimentação suspeita. No entanto, entre os quartos ocupados, um dos apartamentos não atendia às ligações feitas pela administração do motel. Diante da situação, a equipe policial se dirigiu até o quarto, onde encontrou a porta principal aberta, mas o banheiro trancado.
Sem resposta e após tentativa frustrada de negociação para abertura da porta, os policiais decidiram arrombá-la. O advogado foi localizado na parte externa do banheiro. No interior do cômodo, após o box, estava um jovem de 18 anos, de nacionalidade peruana.
Segundo relato da vítima à polícia, ele teria conhecido o advogado por meio de um aplicativo de relacionamentos e foi convidado para beber cerveja no motel. O jovem afirmou que foi forçado a manter relação sexual e que, ao tentar fugir, correu para o banheiro, onde teria sido impedido de sair.
Já Aluisio Veras declarou que contratou o jovem por meio do aplicativo Grindr para um encontro no motel e negou qualquer tentativa de violência sexual ou restrição de liberdade. A PM encontrou o rapaz, que é natural do Peru, e Aluísio trancados no banheiro do motel. A vítima acusou o advogado de abuso sexual e cárcere privado. A Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional Acre (OAB-AC) informou que não vai se posicionar sobre o caso. O advogado tem situação regular na OAB e permissão para atuação desde 2015.
A vítima contou à polícia que marcou de encontrar com o advogado no motel por um aplicativo de encontros. A proposta, inicialmente, era para consumir bebidas alcoólicas, contudo, o advogado tentou manter relações sexuais com ele e ainda tocou em suas partes íntimas.
“Os policiais conversaram com o rapaz que estava chorando e ele narrou que havia marcado um encontro, inicialmente para beber, porém, a situação evoluiu. Passou a ser acariciado nas partes íntimas, expressou uma negativa e não queria nenhum tipo de relação. A partir dai começou a ser ameaçado por essa outra pessoa, que falou que possuía parentes de organização criminosa, que ia acabar com a vida dele”, complementou o delegado Samuel Mendes, que cuida do caso.
Ainda conforme Samuel Mendes, a vítima disse que ficou muito assustada com as ameaças e também pelo suspeito estar usando uma tornozeleira eletrônica. Além disso, o rapaz alegou que o advogado estava com uma garrafa de vidro nas mãos. Devido a essa situação ele correu para o banheiro para tentar fugir da pessoa, mas, ao tentar fechar a porta, o autor forçou, entrou no banheiro e trancou. Ficaram presos até que a Polícia Militar interviu na situação e houve a condição deles para delegacia”, disse.
Aluísio Veras foi levado à Delegacia Central de Flagrantes (Defla). Ele apresentava lesões na boca, contudo, afirmou que os ferimentos foram causados acidentalmente após uma refeição. A situação do advogado deve ficar aind mais complicada porque a tornezeleira que ele usa é decorrente de um de fato parecido registrado em fevereiro do ano passado, no memso hotel. No caso, um jovem que estava em companhia de Aluísio Veras apareceu morto e o sus´peito disse que o rapaz havia caído e se machucado. O caso continua sob investigação e ao advogado é o principal suspeito no caso.

