**Tião Maia, O Aquiri **
O principal acusado de mandante da execução da dona de casa Leidiane Barroso, morta sob uma sessão de tortura decapitada quando ainda esava viva, aos 25 anos, em Feijo, em março de 2022, foi, enfim, condenado pela Justiça. O homem não teve seu nome revelado. O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Vara Criminal da Comarca de Feijó condenou o réu a 18 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. A mulher teria sido morta por membros de uma facção sob a ordens do homem agora condenado.
De acordo com a denúncia, a vítima foi retirada de casa, com as mãos amarradas, por determinação de uma organização criminosa. Com as mãos amarradas, a vítima foi morta por esgorjamento (nome técnico-cientifico para degola, decapitação ou corte no pescoço). A execução foi filmada e divulgada, com o intuito de demonstrar poder e superioridade da organização criminosa.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri reconheceu a materialidade e a autoria do crime, bem como a incidência das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O réu não poderá recorrer em liberdade.
O réu foi absolvido quanto aos crimes de integrar organização criminosa e corrupção de menores. Os outros dois acusados foram absolvidos de todas as imputações.
Além da pena, o Conselho fixou, ainda, o valor mínimo de R$ 10 mil para reparação dos danos causados, a ser pago à genitora e à filha da vítima, observados os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e o caráter pedagógico da medida.
O julgamento contou com a atuação da promotora de Justiça Giovana Kohata.
Durante as investigações, a Polícia prendeu uma mulher acusada de participar de decapitação de dona de casa. “Foi um crime escabroso. Um ato de extrema violência. Eles usaram uma faca cega para que a vítima sofresse ainda mais enquanto sua cabeça era separada do corpo”, disse, na época, o então delegadode Polícia e atual prefeito de Feijó Railson Ferreira (Republianos).A mulher foi retirada à força de dentro de casa e teve a cabeça separada do corpo com uma faca.
De acordo com os autos do inquérito policial instaurado pelo então delegado Railson Ferreira, no início do mês de março de 2022, três pessoas armadas e com os rostos encobertos invadiram uma residência na periferia de Feijó, e retiraram à força a dona de casa Leidiane Barroso.
A mulher gritava desesperadamente pedindo ajuda à mãe e ao filho de quatro anos que assistiam toda a cena. Na manhã seguinte, para o desespero de todos, Lidiane foi encontrada morta numa área de mata na zona rural do município, próximo à cidade. Ele apresentava marcas de torturas pelo corpo e tinha sido decapitada.
Durante as investigações policiais da Delegacia Geral de Polícia de Feijó, os acusados presos e agora absolvidos não confessaram o crime, mas disseram que apenas tinham ajudado a amarrar Leidiane, que ainda estava viva quando foi degolada.
Simara Menezes, uma mulher acusada de envolvimento na execução, confessou que usou uma faca cega, para que a mulher sofresse ainda mais durante o degolamento. A assassina já foi encaminhada ao presídio Moacir Prado, em Tarauacá, onde aguarda o julgamento.

