Tião Maia, O Aquiri
O projeto “Cinema na Roça: A Difusão do Audiovisual Acreano nas Escolas Rurais Portoacrenses pelo Porto Cine Itinerante” levou a sétima arte à comunidades rurais distantes, transformando pátios e salas de aula em verdadeiras salas de exibição.
A iniciativa, proposta pela cineasta Queli Cá, foi uma das contempladas pelo Edital de Chamamento Público nº 02/2025 Festival de Arte e Cultura Seleção de Projetos para Firmar Termo de Execução Cultural com Recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022), da Diretoria de Cultura da Prefeitura de Porto Acre.
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**No interior de Porto Acre, salas de aula são transformadas em salas de cinema**
Por isso, en os dias 10 e 16 de outubro de 2025, o projeto percorreu seis escolas nas áreas rurais e ribeirinhas de Porto Acre, realizando um total de 10 sessões de cinema. A ação beneficiou 953 pessoas, incluindo alunos, professores e membros das comunidades do entorno.
O objetivo principal do projeto foi democratizar o acesso à cultura, apresentando filmes a um público que não tem oportunidade de frequentar um cinema. O itinerário foi planejado para cobrir diferentes realidades da zona rural de Porto Acre, desde projetos de assentamento até comunidades ribeirinhas.
A jornada cultural começou na sexta-feira, 10 de outubro, atendendo a duas localidades: a Escola Joaquim Falcão Macedo (Projeto Caquetá), que recebeu uma sessão para 269 pessoas, e a Escola Cristo Rei (Vila Caquetá), onde duas sessões beneficiaram 287 espectadores.
Na semana seguinte, o Porto Cine Itinerante continuou sua rota. Na segunda-feira, 13 de outubro, a Escola São Raimundo Nonato (Projeto Tocantins) recebeu 200 pessoas em duas sessões. Na terça-feira (14), foi a vez da Escola Vitória, no Ramal do Mineirinho, onde 105 pessoas participaram de outras duas exibições.
O projeto encerrou seu percurso em áreas ribeirinhas na Escola Nossa Senhora Auxiliadora, que recebeu 53 pessoas. O encerramento ocorreu na quinta-feira (16/10), na Escola Santa Inês I, com duas sessões para 39 espectadores.
A cineasta Queli Cá disse que, ao levar o cinema “para dentro” da roça, o Porto Cine Itinerante não apenas proporcionou entretenimento, mas também reforçou a identidade cultural acreana e a importância da inclusão cultural em territórios afastados dos centros urbanos.

