**Tião Maia, O Aquiri**
“Penso que cada um tem o direito de se apresentar e disputar. Mas se ele não quiser considerar o que fiz por ele em 2020 e agora em 2024, para que ele tivesse Partido e legenda para se candidatar e que pudesse ter garantida sua reeleição em 2024, paciência. Cada um dar o que tem”.
A declaração foi feita no início da tarde deste sábado (20), assim que deixou a solenidade de abertura da 50ª Expoacre, no Parque de Exposições “Wildy Viana”, em Rio Branco, pela vice-governadora Mailza Assis (PP). Quando diz ele, no caso, a referência é ao prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), e a manifestação da vice ainda decorre de um encontro ocorrido na quinta-feira (19) entre o govenador Gladson Cameli (PP), o prefeito e o senador Mácio Bittar (UB-AC), durante uma visita às obras executadas pela Prefeitura na Capital.
Ao falar de política aos jornalistas no evento, Gladson Cameli teia dado a entende que a Direita tem um projeto e que ele se chamaria Mailza Assis para a continuidade do Governo em 2026, mas que Bocalom seria uma alternativa. A manifestação do governador em Rio Branco foi bem diferete daquela feita em Cruzeiro do Sul, na semana passada, durante a abertura da Expoacre Juruá. Mailza Assis, naqueles dias, disse ter ficado emocionada com as declarações do governador porque foram feitas em sua terra natal, diante de pessoas que o viram crescer, entre amigos e parentes. “Confesso que aquelas declarações, naquele dia, me deixaram ainda mais confiante”, disse Mailza, ainda na Expoacre Juruá.
As declarações em Rio Branco, nas quais Gladson Cameli citou Bocalom como alternativa, ela também revelou, deixaram-na preocupada, mas o governador, ao encontrá-la nesta manhã na abertura da Expoacre, no parque de exposições, foi logo esclarecendo que não seria nada daquilo que saiu na imprensa e que sua candidata à sua sucessão continua sendo ela, Mailza Assis. “Não tenho motivos, até aqui, para desacreditar no governador. Tudo o que ele tem dito para mim, ao longo do tempo, tem honrado e eu tenho procurado corresponder com respeito e como sua aliada, respeitando meu espaço e garantindo tranquilidade à governabilidade e ao projeto político do governador, que é o nosso líder maior”, acrescentou.
Sobre sua candidatura em 2026 ao governo, ela diz que continua firme com os mesmos propósitos e acrescenta que está no projeto que ela ajudou a construir. “Não estou aqui tomando o espaço de ninguém nem como intrometida. Conquistei esse direito e vou exercê-lo, sem abrir mão de um milímetro, para ninguém”, acrescentou,.
O “ninguém”, no caso, seria Tião Bocalom, que se mexeria nos bastidores para se apresentar como candidato em 2026. Foi quando ela lembrou que, caso de fato se movimente neste sentido, Bocalom estaria apenas esquecendo o que ela, Mailza, já fez por ele naa duas últimas eleições municipais passadas. “Cada um dar o que tem. Eu continuo pré-candidata, sema atropelar ninguém, sem fazer conchavos porque não faço política com arranjos”, disse.
Mailza Assis lembrou ainda que o principal argumento de quem trabalha contra sua pré-candidatura dentro do segmento da Direita no Acre é exatamente por ela ser mulher. “Não tenho passado sujo, não respondo a nenhum questionamento ético e, se não sou aceita completamente, é só porque sou mulher. É o que esses que não respeitam o espaço feminino têm contra minha pessoa. É aí que eles vão se enganar. As mulheres, juntas, além de sermos mais do ponto de vista numérico, somos mais fortes, embora mais sensíveis. Mas, quem é capaz de dar a vida para defender um filho, como são as mães, também é capaz de defender direitos e fazer um governo forte e capaz de continuar cuidando das pessoas”, disse.

