Aleac exige do Governo paulista informações sobre o assassinato do governador Edmundo Pinto, em 1992

**Tião Maia, O Aquiri**

Requerimento de autoria do deputado estadual Afonso Fernandes (Solidariedade) apresentado na sessão desta terça-feira (14/10) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) exige formalmente do Governo de São Paulo, através da Secretaria de Segurança Pública daquele Estado, informações arquivadas em relação à morte do então governador do Acre, Edmundo Pinto de Almeida Neto. O governador foi assassinado a 17 de maio de 1992, quando estava hospedado, com uma comitiva de secretários de Estado e outros assessores do Dela Volp Gardem Hotel, localizado no centro da Capital paulista, e foi morto a tiros por três homens que teriam invadido a suíte e matado o governador para roubar.

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**Deputado Afonso Fernandes exige informações sobre a morte do governante acreano, após mais de tr~s décadas do crime
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A informação de que a Polícia Civil de São Paulo não dispõe mais de arquivos sobre o que aconteceu naquela noite reforça a suspeita de que Edmundo Pinto foi vítima de uma trama política que o abateu como queima de arquivo porque ele poderia revelar, em depoimento na CPI das obras públicas, que aconteceria na segunda-feira seguinte ao crime, em Brasília, sobre corrupção no governo do então presidente Fernando Collor de Melo. Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de prisão domiciliar em Maceió, Alagoas, condenado por corrupção na Petrobrás no período em que era senador da República, após ter renunciado à presidência para não ser preso. Após recuperar os direitos políticos, depois de cassado pela Câmara dos Deputados, Collor voltou a se candidatado ao Senado por Alagoas, quando então teria retomado a vida de crimes na vida publica.

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**Como o governador Edmundo Pinto teria sido assassinado, na versão da Polícia paulista **

Na época do assassinato de Edmundo Pinto, que a Polícia Civil de São Paulo classificou como um assalto comum em que os bandidos que o atacaram não sabiam que se tratava de um governador de Estado, seus familiares, incluindo a viúva Fátima Almeida e o filho mais velho, Rodrigo Pinto, sempre insistiam que o assassinato foi um crime político. Apesar da confissão dos três bandidos implicados no crime, os familiares sempre apontaram que os acusados seriam “inocentes úteis e utilizados pela Polícia paulista para encerrar o caso sem investigar as verdadeiras causas do crime e os autores de fato do assassinato. Os três acusados morreriam no presídio três anos após serem condenados por latrocínio, o crime de assalto seguido de morte, o que serviu para aumentar inda mais as suspeitas de que os presos foram utilizados como “bois de piranha” e que os verdadeiros assassinos do governador eram políticos interessados em seu poder ou em ocultar corrupção envolvendo as esferas do mais alto poder na República. Na ´poca, o governo de Edmundo Pinto tentava construir, em Rio Branco, o Parque da Maternidade, uma obra estimada na épica em 110 milhões de dólares. A Construtora, no caso, era Odebrecht.
Após 33 anos de suspeições sobre quem realmente matou ou mandou matar a Edmundo Pito, jornalistas acreanos – do site AC24horas – que procuraram, via Lei da Transparência, informações sobre o crime foram candidamente informados de que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não mais dispõe de informações sobre o caso porque os documentos teriam sido destruídos pelo tempo. A informação causou indignação ao deputado Afonso Fernandes.
“O governador Edmundo Pinto era um acreano que trabalyava pelo bem estar de seu povo e merecia mais respeito em relação á sua história”, disse, indignado, o deputado Afonso Fernandes em discurso na Aleac ao justificar o requerimento à Polícia paulista. “As novas gerações de acreanos tem o direito de saberem o que aconteceu com seu governador”, acrescentou.

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