Advogado lança livro de crônicas sobre personagens e a vida cotidiana no Acre

Tião Maia, O Aquiri

Advogado e servidor público aposentado, o acreano Édson Carneiro da Costa, membro de tradicional e conhecida família do Acre, atualmente morando em João Pessoa (PB), prestes a completar 78 anos de idade, resolveu tornar-se escritor e imortalizar em livro as histórias que viveu, como personagem ou como arguto observador do cotidiano acreano, principalmente da cidade de Rio Branco, onde nasceu. São 162 páginas de crônicas com personagens diversos que fizeram e fazem parte da paisagem humana do Acre.

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O jornalista acreano Pitter Lucena, radicado em Brasília (DF), editor do livro, revela que o conteúdo tem crônicas hilariantes, como, por exemplo, a que trata do que seria a primeira tourada registrada em terras acreanas. Esporte ou exibição antiga que tem raízes datando de 18.000 a.C., com o sacrifício de touros em sociedades pré-históricas. A tradição faz parte das origens Ibéricas, que incluem Espanha e Portugal. Inicialmente, a prática era uma forma de treinamento para os cavaleiros, que utilizavam touros como parte de suas habilidades de combate.

A tauromaquia, como é chamada esta arte e que foi ampliada da Espanha para suas ex-colônia, como a atual Bolívia, é uma muito praticada no país pandino, inclusive na fronteira com o Acre. Por conta disso, segundo o cronista, num dia qualquer apareceu em Rio Branco um empresário tentando promover uma tourada no Acre. Tudo acertado, quando a exibição artística começou, no Estádio José de Melo, se descobriu que aqueles touros eram mansos e os próprios toureiros, anteriormente anunciados como legítimos matadores espanhóis, eram, na verdade, vaqueiros ali de Cobija, a Capital de Pando, na fronteira da Bolívia com Brasiléia e Epitaciolândia, no Alto Acre.

Com os toureiros e os touros que hoje seriam chamados de fakes, alguém lembrou que o empresário Wilson Rodrigues Barbosa, acreano de origem boliviana, teria touros valentes de verdade em suas fazendas e alguém foi atrás do fazendeiro para empréstimos de animais que rendessem uma tourada verdadeira. Wilson cedeu aos pedidos e quando os touros chegaram à arena improvisada, com gente gritando, fogos de artifícios e autêntica euforia de uma população carente de espetáculos de qualquer natureza, acabou por assustar os touros. As grades de proteção que separava toureiros e os touros da população não suportaram a fúria dos animais em fuga.

Não podia dar em outra coisa: o que seria um espetáculo, quase virou uma tragédia.
Outra crônica impagável, segundo o editor, é a que trata de um comerciante que havia sido detido perla Polícia Federal e que, uma vez solto, virou objeto dos fofoqueiros de plantão da cidade, que já existiam naquela época – enfim, deixamos de apresentar a crônica para não adiantar o conteúdo do livro e seu ineditismo.

Em entrevista a O Aquiri, o agora autor disse que o livro nasceu de incentivos de seus amigos, que costumavam ler algumas crônicas postadas no Facebook O lançamento da obra deverá ser final de julho, “dependendo do apoio dos meus amigos na compra antecipada”, disse o autor. O patrocínio para produção física do livro é da empresa Bucar Engenheria, do engenheiro acreano Tião Fonseca, amigo do autor.

“Meu intuito primeiro foi apenas relembrar fatos acontecidos em nosso Acre”, disse o autor. “Na verdade, tenho mais contos e crônicas para um segundo livro, sempre baseados em fatos reais, um pouco romanceados”, acrescentou.

Os interessados na aquisição do livro, via compra antecipada ao lançamento, devem entrar em contato com o autor, através do telefone 68 999432041. O valor é de R# 50, 00 que pode ser pago via Pix com a chave 528332242-49 (CPF), em nome de Gleidiane Almeida da Silva, em conta da Caixa Econômica/ conta poupança, para entrega do livro em Rio Branco.

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