Um piloto da Latam foi preso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nesta manhã de segunda-feira )9/2), acusado de pedofilia. Além disso, o comandante é acusado de integrar rede criminosa voltada à exploração de crianças e adolescentes. Ele foi preso dentro do aeroporto. Trata-se de Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos.

A prisão se deu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. O piloto foi preso dentro de uma aeronave, durante os procedimentos de embarque de um voo para o Rio de Janeiro.
A investigação apura os crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando um contexto de extrema gravidade, marcado por abuso de vulnerabilidade, reiteração delitiva e grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Pelo menos três vítimas menores de idade já foram identificadas – duas com 11 e 12 anos de idade à época dos fatos e uma com 15 anos. Todas teriam sido submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.
Além da prisão do piloto, a operação desta segunda cumpre mandado de prisão temporária e oito de busca e apreensão contra quatro investigados em São Paulo e em Guararema, na Grande São Paulo.
Em nota, a Latam informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.
O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.
Uma mulher de 55 anos também foi presa, suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos. Ela é avo das crianças. A mulher de 55 anos, identificada apenas como Denise teria recebido pagamento pela “venda” das netas de 10, 12 e 14 anos a o piloto.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.
São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Os investigados formam, diz a SSP, uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.
O piloto trabalha na companhia aérea Latam há 28 anos. De acordo com documentos o piloto ingressou na empresa em março de 1998. Lopes também chegou a trabalhar na TAM Linhas Aéreas, extinta em 2016.
O caso segue sob sigilo. Lopes e a mulher presa vão responder por diversos crimes, como estupro de vulnerável, estupro, exploração sexual infanto-juvenil, perseguição, produção, compartilhamento de pornografia infantil e uso de documento falso.

