Calendário de 2026 terá super-lua, lua de sangue e eclipse solar

O ano novo, que dizem começar de fato exatamente no dia 2 de janeiro, em 2026 terá um calendário lunar bem movimentado. Quem gosta terá motivos de sobra para olhar para o céu  porque o satélite natural da Terra vai exibir-se sob uma sequência instigante de eventos. Entre os destaques estão uma série de superluas (quando a Lua parece maior e mais brilhante), eclipses solares e lunares e encontros próximos da Lua com planetas visíveis a olho nu.

Uma das vantagens dos eventos astronômicos envolvendo Lua é que a maioria das ocorrências pode ser observada sem equipamentos especializados, embora binóculos e telescópios ampliem detalhes. E o que melhor: já começa no sábado (3/1) com uma super-lua e no domingo (4/1) sábado (3/1) no próximo domingo (4/1), haverá um eclipse – mas, no Brasil, só será possível vê-lo pelo YouTube.

Nesta primeira super-lua do ano, logo mais ao anoitecer,  a Lua Cheia do Lobo marca a primeira superlua de 2026. O fenômeno acontece quando o satélite natural atinge a fase cheia no ponto mais próximo da Terra em sua órbita, ficando de 14 a 30% maior e mais brilhante. Essa Lua encerra a sequência iniciada no fim de 2025 e abre o conjunto de três superluas previstas para 2026. Mesmo sem instrumentos, a diferença visual costuma ser perceptível para observadores atentos.

O segundo fenômeno do ano será um Eclipse solar anular do tipo “anel de fogo”, no dia 17 de fevereiro de 2026. Além do Carnaval, fevereiro traz este evento raro, mas restrito a regiões específicas e que poderá ser observado por poucas pessoas. No dia 17, durante o dia, ocorre um eclipse solar anular do tipo anel de fogo, quando a Lua cobre grande parte do Sol, deixando a luz da estrela apenas em suas bordas. A observação direta ocorrerá apenas em estações de pesquisa na Antártida, em áreas do sul da África e da Argentina.

No dia seguinte, haverá a Lua crescente e Mercúrio. Trata-se de um eclipse anular, que chamará atenção após o pôr do Sol. Em 18 de fevereiro, uma Lua crescente extremamente fina surge próxima de Mercúrio. Com apenas 2% de iluminação, a Lua aparece baixa no horizonte alinhada ainda com Vênus, enquanto Saturno aparece acima. Conjunções desse tipo, com três planetas, são pouco frequentes e exigem céu limpo e horizonte desobstruído para visualização adequada.

Entre 2 e 3 de março de 2026 haverá um Eclipse lunar total, a chamada  “Lua de Sangue”. Durante cinquenta e oito minutos, a Lua Cheia atravessa a sombra da Terra e assume tonalidade vermelho alaranjada. O fenômeno não se repetirá até 2029 e será melhor visto do oeste da América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Ásia Oriental e regiões do Pacífico.

Em 20 de março, ocorre conjunção entre a Lua crescente e Vênus após o pôr do Sol. Cerca de quarenta e cinco minutos depois do ocaso, a Lua aparecerá quase sobreposta com o planeta vizinho. A observação pede uso de binóculos para facilitar a identificação do planeta e da Lua, que estará com pouca iluminação.

Em abril, no dia 19, o céu apresenta cena rica em elementos celestes. Naquele dia, por  cerca de uma hora após o pôr do Sol, a Lua crescente se aproxima das Plêiades, um aglomerado de estrelas conhecido como Sete Irmãs. Vênus aparece abaixo, enquanto as estrelas de Órion começam a se pôr, formando um conjunto brilhante no horizonte.

Em agosto de 2026, emnão seja visível do Brasil, a Lua provavelmente realizará seu maior feito, quando ocorre um eclipse solar total em que a Lua bloqueia completamente o Sol por até dois minutos e dezoito segundos. O eclipse, no entanto, só será visto de forma completa no leste da Groenlândia. No Hemisfério Norte, o fenômeno será visível de forma parcial, especialmente na Europa.

Ainda em agosto, entre os dias 27 e 28, haverá eclipse lunar parcial, que será visível da América do Sul e que dará uma tonalidade avermelhada à Lua. A sombra da Terra se desloca lentamente pela superfície lunar antes de recuar.

Outubro reserva encontro raro. No dia 6, antes do nascer do Sol, a Lua crescente surge extremamente próxima de Júpiter. Apenas dez segundos de arco separam os dois corpos, distância equivalente a três milésimos de grau, uma observação rara que só se repete uma vez a cada década.

O calendário se encerra com destaque especial em dezembro. No dia 23, ao anoitecer, ocorre a superlua mais próxima da Terra desde 2019. Embora 2026 registre três superluas, essa se sobressai. A Lua cheia atinge uma distância de 356.740 quilômetros, a mais próxima dos últimos oito anos. Mesmo assim, registros futuros em 2028 e 2029 prometem aproximações ainda maiores.

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