**Tião Maia, O Aquiri **
A vice-governadora Mailza Assis, na condição de Secretária de Estação de Ação Social e Direitos Humanos, promoveu, nesta tarde de segunda-feira (20/10), um programa que busca fortalecer a luta de mães atípicas para lidar com o Transtorno do Espectro Autista. A secretária e vice-governadora lançou no Acre a Caravana do TEA – uma iniciativa do Programa Mentes Azuis, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac).
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**Moisés Diiz, na condição de presidente da Fpac, coordenada o programa do Governo do Acre** /*Foto Diego Gurgel – Secom*
A abertura do evento aconteceu na Escola Técnica Maria Moreira da Rocha, em Rio Branco, o que faz da capita acreana a primeira cidade a receber a ação que irá beneficiar pessoas dos 22 municípios estaduais. O encontro reuniu familiares, mediadores, professores e pessoas atípicas num evento que vai percorrer, além da Capital, os demais municípios acreanos.
O principal foco da Caravana é capacitar famílias e profissionais, promovendo acolhimento, formação e inclusão para pessoas com TEA, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Com o apoio de oficinas práticas, o projeto apresenta estratégias para lidar com comportamentos desafiadores tanto em casa quanto na escola, fortalecendo o cuidado com famílias atípicas e promovendo uma sociedade mais consciente da neurodiversidade.
Mailza Assis destaca compromissos – A vice-governadora Mailza Assis destacou o compromisso da gestão estadual com as famílias acreanas. “Ações como essa fortalecem o nosso cuidado com as famílias acreanas. O estudo e a informação são ótimos aliados. Estamos perto das mães que mais precisam. Meu carinho e minha solidariedade a todas elas”, afirmou a vice-goernadora. “Queremos proporcionar mais tranquilidade e acolhimento para as mães atípicas e seus filhos. Nosso governo está empenhado em cuidar de todos”, acrescentou.
Mailza também ressaltou que o programa é resultado de uma ação conjunta entre diversas secretarias, coordenada pela Fapac. “Essa é uma resposta à necessidade que nós temos de buscar soluções reais para as famílias. A caravana vai percorrer todos os municípios, conversando com as mães, profissionais e crianças, para melhorar a forma de atendimento”, disse.
O presidente da Fapac, Moisés Diniz, reforçou o caráter pioneiro da iniciativa. “Precisamos abraçar as mães atípicas. Esse é o primeiro evento do tipo no Brasil, reunindo governo, pesquisadores e famílias para discutir políticas públicas e ações de apoio. Seguimos juntos, fortalecendo laços, inspirando famílias e capacitando profissionais para que nenhuma mãe e pessoa com deficiência seja deixada para trás”, afirmou. “Mais do que uma ação formativa, a Caravana busca quebrar barreiras e combater o preconceito, garantindo que famílias atípicas tenham acesso a informações e cuidados”, acrescentou Diniz.
Durante a passagem pela capital, as famílias atípicas puderam participar de oficinas sobre as temáticas, além de desfrutar de diversos serviços gratuitos, como orientações jurídicas, serviços de saúde, como tipagem sanguínea, orientações sobre saúde bucal e oferta de corte de cabelos. Na capital, além das palestras, o público contou com serviços de saúde e jurídicos.
O Programa Mentes Azuis recebeu R$ 1 milhão em emendas parlamentares da vice-governadora Mailza Assis, ainda em seu mandato como senadora da República, em 2022, além de recursos dos deputados federais Eduardo Velloso (UB) e dos estaduais Maria Antônia Pinheiro e Manoel Morais (Progressistas). A iniciativa trabalha com o intuito de valorizar e apoiar mães atípicas, mulheres que cuidam de crianças com autismo ou deficiência intelectual, reconhecendo-as como agentes de transformação social. Os principais pilares do programa são pesquisa e produção científica; formação e capacitação e inclusão produtiva e empreendedorismo.
**Quem são as mães beneficiadas** – Entre as mães beneficiadas está Alessandra Gomes, mãe e autista, bolsista do projeto Mentes Azuis. Ela conta: “Sou autista e tenho duas filhas com autismo. Sou bolsista do projeto e tenho aprendido cada dia mais, todas essas oficinas nos ajudam a entender melhor nossos filhos e a nós mesmos. Além de que trocarmos experiências com outras mães, fortalecendo cada vez mais nossa rede de apoio.”
Outra participante do projeto é Maria Ferreira de Souza, avó atípica que diz aprender muito com as experiências: “Essa corrente construída por familiares é muito valorosa, onde uma ajuda a outra. Todo conhecimento é bem-vindo e facilita a nossa vida”, afirmou.

