Polícia Federal investiga plano de fuga de Bolsonaro para os Estados Unidos

**Tião Maia, O Aquiri**
O país acordou neste sábado (12/7) com apreensão face à informação de que há de fato um plano para a retirada do ex-presidente Jair Bolsonaro do Brasil. Seria um plano de fuga pilotado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para levar o ex-presidente para os Estados Unidos a fim de fazê-lo escapar de uma provável prisão na condenação no chamado inquérito do golpe, que é executado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Alexandre de Moraes como relator.
O que era apenas uma possibilidade e especulação interna, discutida entre familiares e aliados mais próximos, como o próprio Tarcísio de Freitas, que foi ministro de Estado do Governo de Bolsonaro, que é também seu mentor político, passou a ser uma possibilidade concreta e já sob investigação da Polícia Federal após a carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarando total apoio ao ex-presidente brasileiro.
As declarações de Trump na carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de anunciarem imposição de sobretaxas de 50% sobre o valor dos produtos brasileiros exportados para os EUA, condicionam a suspensão das sanções comerciais à suspensão do processo contra Bolsonaro no STF. As exigências de Trump fizeram com que a Polícia Federal redobrasse a vígilância em relação aos movimentos de Bolsonaro, principalmente na região da embaixada americana, situada na Avenida das Nações Unidas, Lote 03, em Brasília. Até os carros da embaixada passaram a ser vigiados porque há entendimento de que Bolsonaro, uma vez embarcado num veículo da embaixada, poderia ser levado para dentro do prédio e lá não mais poderia ser alcançado pelo governo brasileiro porque passaria ser considerado asilado político em território norte-americano.
De acordo com o Direito Internacional, as embaixadas são territórios estrangeiros dentro dos países onde estão situadas. O mesmo entendimento aponta que os veículos pertencentes às embaixadas seriam considerados partes invioláveis e extensões físicas da representação diplomática. _
O plano de fuga ficou evidenciado quando o governador Tarcísio de Freitas enviou, ainda na sexta=feira (11/7), documento ao STF pedindo que Jair Bolsonaro, que está com o passaporte retido e proibido de deixar o Brasil, fosse liberado para ir aos Estados Unidos negociar, pessoalmente, com o presidente Donald Trump, a suspensão da taxação e outras retaliações em relação ao Brasil. De acordo com a proposta do governador paulista, Bolsonaro viajaria aos EUA, como garantia de que ele não pretende fugir e permanecer em solo norte-americano, acompanhado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB), e de David Alcolumbre (UB-AP), presidente do Senado.
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Consultados pelo presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, a maioria dos ministros, principalmente Alexandre de Moraes, disse não à ideia e Bolsonaro passou a ter a vigilância sobre seus movimentos redobrados. O ministro relator dos processos relacionados a Bolsonaro na corte acionou a Polícia Federal para investigar o governador paulista.

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