Em busca de vaga no STF, Rodrigo Pacheco já se movimenta nos bastidores do poder, em Brasília

**Tião Maia, o Aquiri**

Cotado para substituir o ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) já participa de reuniões com os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Um dos encontros ocorreu na residência oficial da presidência do Senado, em Brasília, na segunda-feira (13/10). Também participou da reunião o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Herman Benjamin.
O tema central do encontro foi o PL (Projeto de Lei) que trata sobre atualizações das custas processuais. No entanto, existe a possibilidade de que tenha ocorrido a discussão em torno da vaga aberta no Supremo, com a saída do ministro Luís Roberto Barroso.
Pacheco é um dos nomes cotados para a escolha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Outros nomes de destaque são do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, e da presidente do STM (Superior Tribunal Militar), Maria Elizabeth Rocha.
A reunião da residência oficial do Senado durou cerca de uma hora. Nenhuma das autoridades falou com a imprensa após o encontro.
Embora a indicação do nome para STF seja exclusiva do presidente da República, diferentes alas da política e de instituições podem exercer influência sobre até a pessoa a ser escolhida, como a própria preferência dos ministros do Supremo e dos senadores.
Gilmar Mendes, por exemplo, já chegou a defender publicamente a escolha de Pacheco, antes do anúncio da saída de Barroso, em entrevista à Folha de S.Paulo. O senador é próximo de Lula e também é cotado para disputar o governo de Minas Gerais em 2026.

Barroso anunciou na última semana, após o fim de uma sessão plenária do Supremo, que vai deixar o tribunal nos próximos dias. A saída deve ser oficializada nesta semana.
Indicado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), o magistrado ficou por 12 anos na Corte.

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