Os primeiros movimentos de Jorge Messias após a indicação de seu nome para o STF

**Tião Maia, O Aquiri**

O substituto do ministro aposentado Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal), que nas horas vagas era um apreciador e cantor de MPB (Música Popular Brasileira) e dono de voz afinada e aveludada, o ainda ministro-chefe da Advocacia-geral da União Jorge Messias, já indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou seus dotes artísticos, literários e talvez até de ordem espiritual em postagem nas redes sociais nesta sexta-feira (17/10). Um dia após a indicação que pode leva-lo à suprema corte de justiça do país, em mensagem carregada de sentimento, Messias se manifestou pela primeira vez uando metáfora.
Sem citar em nenhum momento o fato, ele postou a conhecida canção “Blowin’ in the Wind”, de Bob Dylan, com o verso “Os desafios de paz e fraternidade estão por aí, soprados pelo vento, perceptíveis àqueles que têm fé e escutam o coração”. No original, Bob Dylan yusa a metáfora de Blowin’ in the Wind como manifestação de encorajamento do espírito humano à atitudes transformadoras”.
E sua postagem prosseguiu:
“Na célebre melodia, Bob Dylan nos chama à serenidade e à escuta interior, mas também a agir diante dos desafios coletivos de justiça e solidariedade. O vento, como a fé, sopra entre os bem aventurados: “The answer, my friend, is blowin’ in the Wind”. Desejo a todos um fim de semana de paz e esperança”, encerrou.
A indicação de Lula – O presidente Lula decidiu na quinta-feira (16/10) pela indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. A escolha, que ainda será anunciada oficialmente pelo Palácio do Planalto, marca a terceira nomeação de Lula para a Corte em seu atual mandato e reforça o perfil de confiança pessoal adotado pelo petista em seleções recentes, como as dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino.
A despedida de Barroso – Barroso, de 67 anos, oficializou na segunda-feira (13/10), sua aposentadoria antecipada, com efeitos a partir de sábado (18/10). O ministro chgou a passar mal e teve que ser intrnado às pressas em Brasília, mas já recebeu alta.
Barroso ingressou no STF em 2013 e presidiu a Corte nos últimos dois anos e poderia permanecer no cargo até 2033, quando completaria 75 anos, a idade compulsória prevista na Constituição para deixar a função. Em discurso de despedida na semana passada, ele justificou a saída como o encerramento de um “ciclo” cumprido, sem apego ao poder, e expressou o desejo simbólico de votar em ações sensíveis, como a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, antes de deixar a Corte.

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