Exclusivo: Senador Alan Rick dá entrevista a O Aquiri sobre como seria seu Governo se vencer a disputa em 2026: “O foco sempre estará em preparar o Acre para a próxima geração, e não apenas para a próxima eleição”

Na sua primeira entrevista ao site O Aquiri, o jornalista que se notabilizou e entrou para a vida pública e a política partidária a partir de entrevistas que fazia para o rádio e a TV, Alan Rick Miranda, ex-deputado federal por dois mandatos, de 2014 a 2022, eleito senador naquele ano, atualmente com 49 anos de idade, ao que tudo indica, tem farta experiência com o jornalismo e para o qual não há perguntas difíceis nem assunto tabu. As perguntas foram enviadas por escrito e o parlamentar também as repondeu da mesma forma.

A entrevista foi feita no da seguinte ao anuncio da possível candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, a qual levaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado de Alan Rick no Partido Republicanos, a disputar a reeleição e desistir da candidatura à presidência.
A entrevista foi feita través plataforma do WhatesApp.
A seguir, os principais trechos:

Tarcísio de Freitas, se for chamado a ser candidato a presidente, mudaria de opinião e disputaria com Flávio na corrida presidencial?

Alan Rick – Hoje temos nomes muito qualificados no campo político da Centro-Direita: os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Junior (PR), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO) e o senador Flávio Bolsonaro (RJ). Tarcísio e os demais têm demonstrado lealdade ao presidente Bolsonaro e compromisso com um projeto de país.

É natural que, nesse momento inicial, o PL apresente nomes e participe do debate. É assim que se constrói um consenso. O importante é que essa discussão é madura, responsável e feita entre lideranças que caminham juntas.

Estamos trabalhando por um mesmo projeto para o Brasil.”

O senhor acha que um dos dois ganharia do presidente Lula? Por quê?

Alan Rick – Na política, precisamos trabalhar sempre com pesquisas e dados confiáveis. O que os levantamentos mais recentes mostram é que temos nomes competitivos no nosso campo e que são plenamente capazes de vencer as eleições em 2026.

Como o senhor responde as críticas – com fotos ilustrando – que o senhor disputou mandatos pela Frente Popular, encabeçada pelo PT?

Alan Rick – Essa é uma narrativa simples de esclarecer. Eu nunca fui filiado ao PT e nunca defendi as pautas do PT. O que existiu, na minha primeira eleição, em 2014, foi uma coligação formal, como acontece em praticamente todas as eleições proporcionais no Brasil. Foi um projeto abraçado por muitos líderes que hoje estão na Centro-Direita. Isso não muda quem eu sou, nem aquilo em que acredito.

Minha atuação parlamentar sempre foi pautada por valores muito claros: defesa da família, liberdade econômica, segurança pública, agricultura e combate às pautas ideológicas da esquerda. E isso é público, está registrado em cada voto e em cada posição que tomei ao longo dos anos.
A vida pública é feita de trajetórias. Eu amadureci politicamente, me posicionei com clareza e hoje estou onde sempre estive em termos de princípios: no campo da direita e defendendo os valores conservadores. O passado não me constrange porque os fatos mostram exatamente quem eu sou e como atuo.”

Mas foi apenas na campanha de 2014, no primeiro mandato, nosso entçao partido, o PRB, integrava a FPA. Em 2016 eu rompi ao votar o impeachment da Dilma. Por isso em 2018 já estava no Democratas (que virou União Brasil em 2022), apoiando o Gladson e o Bolsonaro.

Ainda em nível local, o senhor ainda busca aliança com o MDB?

Alan Rick – “Sim, seguimos dialogando. O MDB é um partido com bons nomes e que já contribuiu muito com o Acre. Qualquer aliança que construirmos será baseada em convergência de ideias e compromisso com o desenvolvimento do estado. O foco é unir forças para entregar resultados ao povo acreano.”

Haveria espaço em sua chapa majoritária para o MDB?

Alan Rick – Existe sim. Toda chapa majoritária é resultado de diálogo e construção. O MDB é um partido importante no Acre e nós o queremos participando dessa discussão. Nosso objetivo maior é alinharmos um projeto sólido para o estado.”

Além da ex-deputada Mara Rocha, quem seria seu segundo ou segunda senadora?

Alan Rick lidera as pesquisas para o Governo do Estado em 2026

Alan Rick – Isso ainda está em construção. Temos dialogado com várias lideranças e partidos, sempre buscando a melhor composição para o Acre. No momento certo, vamos apresentar uma chapa sólida e representativa.”

Sua candidata vice poderia ser mesmo a ex-primeira-dama Ana Paula Correa?

Alan Rick – A Ana Paula é uma amiga querida, um nome importante e qualificado apresentado pelo partido Novo e está posto na discussão, assim como outros nomes. Estamos ouvindo os partidos e lideranças. Ainda é cedo e muita água vai passar debaixo da ponte. Vamos definir, no tempo certo, a composição que melhor represente o Acre.”

Ao que o senhor atribui a liderança de seu nome para governador em todas as pesquisas?

Alan Rick – Acredito que isso é reflexo de um trabalho sério, feito com responsabilidade e compromisso real com o desenvolvimento do Acre. Tenho buscado entregar resultados concretos, ouvir as pessoas, construir soluções e enfrentar problemas históricos do estado com firmeza.
As pesquisas apenas mostram que a população reconhece esse esforço. E isso aumenta ainda mais a minha responsabilidade de continuar trabalhando pelo Acre.”

O senhor busca aliança com o PL, que tem já um candidato ao Senado, que é o senador Márcio Bittar?

Alan Rick – O diálogo está aberto, sim. Conversamos com o PL, com o PSD e com qualquer partido ou liderança que queira sentar-se à mesa para construir um projeto sólido para o Acre. O importante é unir forças em torno do que realmente importa: entregar resultados para a população e trazer desenvolvimento real ao estado.”

O senhor faria uma composição com o prefeito Tião Boçalom? O senhor o convidaria para ser seu vice?

Alan Rick – O prefeito Bocalom já afirmou publicamente que não deixaria a prefeitura para ser vice de ninguém. Eu respeito totalmente a posição dele. De toda forma, mantenho um diálogo institucional com todos os gestores, porque o que importa é trabalhar pelo Acre, independentemente de composição eleitoral.”

Há possibilidade de composição com a vice-governadora Mailza? O senhor também a convidaria para ser sua vice?

Alan Rick – Acredito que a minha pré-candidatura ao governo é fruto do meu trabalho, reconhecido pela população através das pesquisas de todos os institutos e isso me traz à responsabilidade de estar aberto ao diálogo com todas as forças políticas de centro-direita.”

E com o governador Gladson Cameli, há chances de uma composição, de um reencontro político, já que os senhores foram aliados por tanto tempo?

Alan Rick -Tenho muito respeito pelo governador Gladson. É natural que, em determinados momentos, cada partido tenha seus próprios caminhos e pré-candidaturas. O partido dele já apresentou a sua.

Agora, eu também acredito que a política sempre permite reencontros quando há convergência de projetos. Da minha parte, o diálogo é aberto. O importante é que qualquer composição seja construída com responsabilidade e pensando no melhor para o Acre.”

O que seria diferente de um Governo Alan Rick para o atual?

Alan Rick – “Não quero fazer comparações. Até porque todo governo tem seus erros e acertos. O que posso garantir é que se for da vontade de Deus e da população do Acre que eu governe o estado em que nasci, o nosso governo terá foco absoluto em gestão eficiente e entrega de resultados, com planejamento, metas e acompanhamento permanente para que as ações saiam do papel no menor tempo possível.

Teremos uma atuação muito forte em obras estruturantes, com água, saneamento, conectividade, estradas e energia, porque é isso que destrava o desenvolvimento, atrai investimentos e abre caminho para gerar emprego e renda de forma sustentável.

Priorizaremos saúde e educação de qualidade, com estrutura adequada e servidores valorizados. Segurança pública feita com integração, estratégia, inteligência e valorização das forças. Teremos uma agricultura muito mais pujante, e para isso garantiremos o básico: ramais trafegáveis, assistência técnica e apoio contínuo ao produtor.

Além disso, acredito que um governo precisa ser baseado em diálogo permanente, respeito institucional e construção conjunta de soluções com municípios, setor produtivo e sociedade.
O foco sempre estará em preparar o Acre para a próxima geração, e não apenas para a próxima eleição.

Senador já está em pré-campanha para a disouta do ano que vem

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