**Tião Maia, O Aquiri **
Balanço de analistas, no final da tarde deste domingo (3/8), em relação às manifestações do chamada “Reaja Brasil”, na qual aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestam nas ruas pedindo o impechiment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anistia para os acusados de tentativa de golpe no 8 de janeiro e a saída da presidência da República de Luiz Inácio Lula da Silva, apontam que o bolsonarismo vem perdendo força e diminuindo a capacidade de mobilização dos três últimos anos. Embora tenha havido comparecimento de muita gente às manifestações realizadas em 62 cidades do país, em todas regiões do território nacional, incluindo Rio Branco, no Acre, os números de pessoas que compareceram foram bem menores que em manifestações anteriores.
A manifestação deste domingo foi a 8ª convocada dede que Bolsonaro deixou o poder e passou a ser investigado pela acusação de tentativa de golpe para permanecer na presidência esmo após a derrota para Lula no primeiro e segundo turnos da eleição presidencial, em 2022. Manifestação bem menor que levaram ministros e aliados do entorno de Lula terem comemorado e levaram isso em consideração como demonstração de que o bolsonarismo, às vésperas de o ex-presidente ser condenado pelo STF e possivelmente preso por longos anos de cadeia a cumprir, vem perdendo força.
Em Rio Branco, onde houve manifestação convocada pelo PL, através do secretário municipal de Direitos Humanos João Marcos Luz e pelo próprio prefeito da Capital, Tião Bocalom, a manifestação não chegou a ser grande coisa. Reunidos na esplanada do Palácio Rio Btaco, a sede do governo estadual, os manifestantes chegaram a ser contados como cerca de 200 pessoas. O movimento também careceu de representatividade política. De deputados federais bolsonaristas do Acre, que somam pelo menos sete dos oito parlamentares, nenhum compareceu; dos dois senadores identificados como bolsonaristas, Alan Rick e Márcio Bittar, ambos do Uniaão Basil, também não apareceram.
Da Assembleia Legislativa, onde a bancada bolsonarista é composta por 23 parlamentares de uma casa de 24 membros, só um compareceu, o deputado Pablo Bregense, do PL. “Neste domingo, participei do movimento Reaja Brasil, que se mobilizou em todo o país em defesa da democracia e contra as injustiças cometidas contra o presidente Jair Bolsonaro”, disse o deputado em suas redes sociais. “No Acre, estive presente ao lado do prefeito Tião Bocalon, de João Marcos Luz e do presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Joabe Lira e a ex-governadora Iolanda Fleming. Em meu discurso, destaquei a importância da defesa da democracia, do devido processo legal e dos direitos políticos do presidente Jair Messias Bolsonaro. Destaquei que Eleição sem a presença de Bolsonaro é um verdadeiro ataque à democracia. Seguimos firmes em prol da liberdade e da democracia”,
Dos quatro vereadores do PL na Câmara Muniipal, só compareceu Joabe Lira. A ausência de Antônio Moraes, Raimundo Neném e Francisco Florêncio, todos do PL e reeleitos em cima das pautas bolsonaristas, foi tão sentida eu chegou a ser reclamada pelo prefeito Tião Bocalom. Em discurso, Bocalom dirigiu-se ao dirigente do PL no Estado, Édson Siqueira, pedindo providências em relação aos vereadores faltosos e já apontados como traidores do bolsonarismo para os quais já há até quEm defenda a perda de seus mandatos.
A ausência dos bolsonaristas raiz em tais movimentos seria reflexo da perda de força do bolsonarismo? Os ausentes nem podem justificar o não comparecimento alegando que Jair Bolsonaro também não compareceu às manifestações em Brasília. No caso do ex-presidente, a ausência é plenamente justificável: monitorado por tornezeeira eletrônica e em prisão domiciliar aos finais de semana por ordem do STF, se ali comparecesse, ele seria preso e flagrante por desobediência e iria para cadeia mais cedo doque se espera.

