Ponha fotos de Flavio e Nikolas Ferreira por favor; Pode ir para Política ou Brasil. Ok?
Pode por Alexandre de Moraes também coma frase: a justiça é cega mas não ´tola
Tião Maia, O Aquiri
Na caça às causas e causadores da decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal),seus aliados mais próximos detectara, pelo menos duas pessoas a quem podem apontar como culpadas: uma, o senador Flávio Bolsonaro (PL=RJ), filho do presidente, e o segundo o deputado federal Níkolas Ferreira (PL-MG), um dos mais ferrenhos defensores do mandantário presidencial.
No despacho em que manda Bosonaro a permanecer preso em casa, o ministro Alexandre de Mraes apontou que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante ligação, para tentar coagir o STF. A ligação ocorreu no domingo (3/8), durante manifestação dos bolsonaristas, quando Nikolas forçou a partir do ex-presidente de forma virtual através de uma chamada de vídeo, sendo que ele tinha ordens expressas do STF para não participar de nenhuma ação ou de uso de redes sociais, próprias ou de terceiros. A aparição do ex-presidente nas manifestações também foi reproduzida em redes sociais do senador Flávio Bolsonaro.
O deputado Federal Nikolas Ferreira participou do ato “Reaja Brasil”, organizado pelo Pastor Silas Malafaia, na Avenida Paulista em São Paulo, sem a presença de Jair Bolsonaro por determinação de medidas cautelares do STF. Bolsonaro teve a prisão domiciliar decretada, no dia seguinte à manifestação pelo ministro Alexandre de Moraes. O magistrado ressaltou que o político descumpriu as medidas cautelares e aponta que o deputado federal Nikolas Ferreira usou o ex-presidente, em ligação telefônica durante manifestação nesse fim de semana, para tentar coagir o STF.
“O réu [Jair Bolsonaro] atendeu ligação telefônica por chamada de vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira, oportunidade em que o parlamentar utilizou Jair Messias Bolsonaro para impulsionar as mensagens proferidas na manifestação na tentativa de coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça e com o amplo conhecimento das medidas cautelares impostas”, escreveu Alexandre de Moraes.
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**A justiça é cega mas não tola**
O ex-presidente já estava submetido, por ordem de Moraes, a uma série de medidas cautelares. As medidas iniciais incluíam a proibição de ausentar-se do país, com uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar no período noturno (das 19h às 6h) e nos fins de semana.
Na decisão, o ministro do STF indicou ainda que o político reiterou condutas ilícitas de maneira mais grave e, em desrespeito às medidas cautelares, “preparou material pré-fabricado para posterior postagens em redes sociais de seus filhos e apoiadores políticos”.
Com isso, na visão de Moraes, Bolsonaro manteve as “mensagens ilícitas” pelas quais as medidas cautelares haviam sido impostas. O ministro do STF também menciona o fato do político ter se dirigido aos manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo “dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários”.
O estopim para a prisão foi a participação de Bolsonaro, via telefone, de uma manifestação bolsonarista realizada no último domingo (3/8) no Rio de Janeiro. Participação esse que foi republicada pelos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Além da prisão domiciliar, Bolsonaro deverá cumprir as seguintes medidas:
. Proibição de visitas, salvo de seus advogados regularmente constituídos e de outras pessoas previamente autorizadas pelo STF;
. Proibição expressa de utilizar celulares, tirar fotos ou gravar imagens durante as visitas;.
. Proibição de uso de celular, diretamente ou por intermédio de terceiros;
. Manutenção expressa das proibições anteriores de manter contatos com embaixadores e autoridades estrangeiras, bem como de utilização de redes sociais, direta ou indiretamente por terceiros.
Caso haja o descumprimento de qualquer de umas das regras da prisão domiciliar implicará na revogação da medida e na decretação imediata da prisão domiciliar. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram imediatamente comunicadas para o cumprimento da decisão.
O vídeo feito por Flávio Bolsonaro foi logo em seguida deletado, mas Alexandre de Moraes considerou o fato de a publicação ter sido deletada “configura uma tentativa de omitir a transgressão legal”. No vídeo do filho “01” de Bolsonaro mostra o pai se dirigindo a manifestantes em Copacabana (RJ) por ligação de vídeo. A publicação foi apagada horas depois.
A oposição aliada a Jair Bolsonaro realizou atos em todo o Brasil contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente e pedindo o impeachment de Moraes. Bolsonaro estava impedido de sair de sua casa, em Brasília, seguindo o horário de recolhimento imposto pelo ministro.
“Agindo ilicitamente, o réu JAIR MESSIAS BOLSONARO se dirigiu aos manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem a tentar coagir o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e obstruir a Justiça, tanto que, o telefonema com o seu filho, FLÁVIO NANTES BOLSONARO, foi publicando na plataforma Instagram”, diz a decisão.
Segundo Moraes, o fato de a publicação ter sido deletada configura uma tentativa de “omitir a transgressão legal” e voltou a dizer que “a Justiça é cega, mas não é tola”. O ministro também cita a legenda de uma publicação, ainda no ar, de Flávio agradecendo a atuação dos Estados Unidos.

