**Da Redação
**
A participação do Acre na quinta-feira (20/11) na COP30, em Belém (PA), foi no painel “Cacau amazônico: inovação, conservação e mercado global”. O encontro foi realizado no Hub Amazônia do Consórcio Interestadual da Amazônia (CAL), no âmbito da Green Zone da COP30, em Belém (PA).
O Painel contou com a presença dos secretários de agricultura dos estados e técnicos amazônicos. O Ace foi representado pelo chefe da Divisão de Produção Familiar da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), engenheiro agrônomo Marcos Rocha, ao lado de gestores públicos do Pará e Amapá.
O Acre mostrou, no painel, como conecta produção, beneficiamento, inovação e acesso ao mercado, valorizando agricultores familiares, comunidades tradicionais e empreendimentos locais que têm impulsionado o cacau acreano como produto de identidade amazônica. A moderação do debate ficou por conta do secretário executivo do CAL, Marcello Brito.
Os demais painelistas foram o pesquisador do Instituto de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Amapá (Ipea), Marcelo Carin; o diretor de Comunidades Tradicionais e Comercialização, da Secretaria de Agricultura Familiar do Pará, Anderson Serra; a representante da Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), Marta Silva; e o superintendente da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) Pará e Amazonas, Raul Guimarães.
Sobre a produção cacaueira, os participantes debateram aspectos como a exportação, as especificidades de cada região, problemas como a monilíase – doença causada pelo fungo Moniliophthora roreri, que ataca diretamente os frutos -, e a implementação dos Sistemas.
“O cacau tem um papel estratégico para o desenvolvimento do Acre. Essa cadeia produtiva gera renda para centenas de famílias, fortalece a agricultura familiar e impulsiona a economia rural com uma atividade sustentável e de alto valor. Na Seagri, temos atuado para estruturar a cadeia do cacau, desde a assistência técnica até a abertura de novos mercados”, relatou Marcos Rocha.

