**Dilson Ornelas, do Rio de Janeiro **
A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte investiga uma suposta agressão sofrida por Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, ex-jogador de basquete da seleção brasileira de 3×3, que está preso preventivamente desde 1º de agosto de 2025 na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim (RN). Igor é acusado de espancar a namorada, Juliana Garcia, com 61 socos num período de 35 segundos, em 26 de julho de 2025, dentro do elevador do prédio onde a vítima mora. A agressão foi filmada e as imagens chocaram o Brasil e o mundo pela violência.
O agressor agora alega ter sido agredido por policiais penais e foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para exame de corpo de delito. Ele disse que foi obrigado a ficar só numa cela, no escuro e nu.
A SEAP informou, em nota à CNN, que a Coordenadoria de Administração Penitenciária e a Ouvidoria do Sistema Penitenciário acompanham o caso, e a Corregedoria do Sistema Prisional foi acionada para adotar as medidas cabíveis. A defesa de Igor não se pronunciou até o momento.
Juliana Garcia, a vítima da agressão, recebeu alta hospitalar no dia 3, segundo informações atualizadas da advogada Renata Araújo, que representa a vítima. Juliana passou por uma cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, devido aos graves ferimentos causados pelo ataque, que incluíam um edema facial.
Nas redes sociais, a advogada destacou que Juliana está em processo de recuperação e tem recebido apoio de diversas pessoas, que manifestaram desejo de enviar flores e presentes. Contudo, por orientação médica, o hospital não permitiu o recebimento de flores, e visitas de pessoas fora da rede de apoio de Juliana seguem restritas.
**A Defesa do Agressor**
Igor Cabral, que já disputou torneios internacionais, incluindo campeonatos mundiais e Jogos Olímpicos, desativou suas redes sociais após a repercussão do caso. Em depoimento à Polícia Civil, ele alegou que a violência contra Juliana ocorreu durante um “surto claustrofóbico”. A polícia, no entanto, revelou que Igor já teria agredido Juliana em ocasiões anteriores, com episódios de empurrões e violência psicológica grave. Segundo a corporação, Juliana relatou que, em uma conversa sobre a possibilidade de tirar a própria vida, Igor a incentivava a tomar essa atitude.
**Relembre do caso**
O caso ganhou notoriedade após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram Igor Cabral desferindo dezenas de socos contra Juliana Garcia em 26 de julho de 2025, em Natal. A vítima foi socorrida com ferimentos graves, e o agressor foi preso preventivamente, em flagrante.
A Polícia Civil segue investigando o histórico de violência doméstica, enquanto a Corregedoria do Sistema Prisional apura as denúncias de agressão contra Igor na cadeia.

