***Tião Maia, O Aquiri ***
O fogo cruzado da chamada “Guerra das Facções”, conflitos familiares, assaltos e outras práticas criminosas a partir do envolvimento com drogas fizeram com que no Acre, em oito meses de 2025, fossem registrados 123 assassinatos, com a média de mais de dez casos a cada 30 dias, o que caracterizou um aumento de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano de 2024. Os 123 homicídios firam registrados de janeiro a agosto deste ano, segundo o dados dos últimos registros da Secretaria de Justiça e Segurança Píblica (Sejusp) e confirmados peoo Ministério Público do Acre (MPAV)..
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De acordo com as estatísticas, as mortes por armas de fogo são 57% dos 123 crimes registrados até agosto; conflitos de facções e drogas motivaram outros 40% dos casos. Entre as vítimas, 111 foram homens e 12 mulheres. Os feminicídios corresponderam a 5,69% do total. Os crimes de femicídios ou assassinatos de mulheres, no período de oito meses, foram de mais de um caso a cada 30 dias.
Os dados foram compilados pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT). Do MPAC. O levantamento também aponta que a motivação de 19,51% das mortes ainda é investigada. O levantamento abrange homicídios consumados, latrocínios (roubo seguido de morte), feminicídios, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. A capital, Rio Branco, concentrou a maioria dos casos (67), enquanto 56 ocorreram no interior do estado.
A noite foi o período com maior incidência desses crimes, responsável por 36,59% das ocorrências. A madrugada vem em seguida, com 22,76%. O relatório aponta que os conflitos de facções e drogas foram a principal motivação, estando por trás de 40,65% dos crimes. Motivos fúteis, torpes ou embriaguez respondem por 21,14% dos casos.
**Armas**
As armas de fogo foram o instrumento letal predominante, usadas em 71 casos, o que representa 57,7% do total. As armas brancas, como facas, foram utilizadas em 34 ocorrências, correspondendo a 27,64% das mortes violentas.
**Número de casos, locais e horário das mortes **
**Rio Branco**: 67 casos
**Interior**: 56 casos
**Período noturno: 36,59% (maior incidência)**
No que se refere aos meios utilizados, armas de fogo foram responsáveis por 57,7% das mortes (71 casos), enquanto armas brancas causaram 27,64% (34 casos). Foto: captada
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Os números reforçam a complexidade da segurança pública no Acre, onde a atuação de facções criminosas e a facilidade de acesso a armas de fogo seguem desafiando as autoridades, com maior incidência no período noturno e concentração na capital. Quanto à motivação dos crimes, 40,65% estão ligados a conflitos de facções ou drogas, seguidos de 21,14% por motivos fúteis, torpes ou bebedeira. Em 19,51% dos casos a motivação ainda está sendo apurada, e 5,69% foram feminicídios.
Os crimes de femicídios ou assassinatos de mulheres, no período de oito meses, foram de mais de um caso a cada 30 dias. Os dados foram compilados pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC.

