Membro de tradicional família der acreanos, da qual certamente o mais famoso era o falecido cabo eleitoral promovido à cientista político Martins Bruzugu, o defensor público Gerson Boaventura de Souza, de 54 anos, acaba de ser eleito, por aclamação, presidente do Rio Branco Futebol Clube, o mais famoso e mais antigo clube do futebol acreano. Pai de três filhos, dos quais o mais velho é jogador de futebol, com passagens por times amadores na Alemanha, Boaventura quer fazer com que seus descendentes tenham pelo clube o mesmo amor que seu pai, José Bruzugu, o ensinou em relação às cores do time.
O problema é que o Rio Branco, nos dias atuais, existe apenas no nome. A sede própria, no centro de Rio Braco, por exemplo, está destruída e outro exemplo da decadência é que, pelo menos há dois ou três anos, o time não ganha nenhum título, nem mesmo nas categorias de base.
No entanto, o presidente aclamado diz que pretende recomeçar tudo. Primeiro, investir em parcerias que permitam a montagem de um tipo com atletas locais e importados de outros estados, que já estão em negociação com o clube acreano. A outra missão, é trazer de volta os sócios que abandonaram o clube. E a terceira, a mais espinhosa, é ver como poderá ocorrer – ou não – a recuepraão da sede própria, no centro da cidade, que vem sendo vandalizada.
A nova presidência vai estudar se vale à pena manter o tombamento histórico, recuperá-la ou vender o espaço, muito cobiçado comercialmente.
A seguir, os principais trechos de uma entrevista com o presidente aclamado: O senhor foi aclamado presidente do Rio Branco Futebol Clube, o mais antigo do Acre. Mas, ao que parece, o senhor vai presidir uma massa falida que não tem mais nem sede própria. E o que o senhor tem em mente para recuperar o Rio Branco? É possível fazer isso?
Gerson Boaventura – É possível. É possível porque nós temos exemplos no país de clubes que estavam à beira da bancarrota e com a administração honesta, equilibrada, conseguiram resgatar aqueles clubes. Porque, no futebol, você tem uma particularidade: tem que somar administração e resultado em campo. O resultado em campo te traz rendimento para você tocar a parte administrativa. O Rio Branco, há dois anos, não ganha nada, em nenhuma categoria. Então os patrocinadores, os investidores ficam distantes, o que é natural.
Como o senhor acha ser possível mudar isso?
Gerson Boaventura – Com uma boa administração que busque resultados em campo. Com a nossa disposição e o amor do torcedor pelo clube, vamos resgatar os velhos tempos de bons resultados e tenho certeza que o Rio Grande vai voltar a ser o Grande Rio Branco de glórias.
É uma tarefa difícil mas não é impossível, na nossa avaliação. Mas, como começar isso se o clube não tem sequer mais sede? Aquela sede histórica do centro da cidade está destruída, vandalizada. O que fazer para recuperar a sede?
Gerson Boaventura – Eu vou tentar resgatar aquela sede. O local e a própria sede são muito cobiçados do ponto de vista comercial e financeiro porque, além de bem localizada, muita gente quer transfor num ponto comercial.
Mas o local está tombado pelo patrimônio histórico da cidade, não é?
Gerson Boaventura – Até onde está o processo de tombamento, eu ainda não sei. Vou precisar saber se vale à pena deixar ir em frente esse tombamento, que é feito pelo Estado. Isso aí é uma coisa que eu preciso analisar com o advogado que está me acompanhando, com o contador. Preciso saber o que tem de dívida e se vale à pena des-tombar e pegar aquilo de volta e augar. Enfim, é preciso fazer algo que vá trazer rendimento para o clube. Ou deixar o processo de tombamento e adiante. Isso aí vai dar dívida. Isso é uma coisa que vai ser avaliada.
O Cube é histórico, o Zé de Mello e sua esposa Isaura Parente, que eram casados entre si e pioneiros da cidade, ajudaram a fundar a cidade, tendo o Rio Branco como referência. O fato é que o casal deixou patrimônio, como o Estadio no centro da cidade com aquela galeria horrorosa. P cvçibe tem muits sócios que são também donos deste patrimônio. Os antigos proprietários do Cube, como, por exemplo, a família do Ari Rodrigues, que praticamente levaram o clube adiante, esse pessoal tem direito a alguma coisa?
Gersom Boaventura – Nós temos lá um quadro de sócios muitos antigos – gente que está muito distante do clube. E aí, também, é um compromisso que eu tenho, é de tentar resolver isso, trazer esse pessoal de volta. Isso não será fácil. Nas últimas eleições quase não tem comparecido ninguém para votar. As pessoas, praticamente quase todos, não estão em dia com o clube. Eu vou tentar resgatar isso agora.
Quantos sócios teria O Rio Branco?
Gerson Boaventura **- Para eleição, eu não sei precisar, apareceram poucos. Agora, o que eu posso dizer é que, para a eleição na qual fui aclamado, estavam habilitados a votar, era algo em torno de 70 pessoas. Mas tem muito mais.
O seu mandato de dois anos? Pode ser renovado?
Gerson Boaventura** – Pode ser renovado por igual período. E se a gente não mexer no estatuto, pode voltar a ser de três anos, como era até pouco temp. Depoius o Conselho se reuniu lá e reduziu o mandato para dois anos.
Qual foi o último título do Rio Branco?
Gerson Boaventura – Foi o estadual de 2023? Depois disso, não ganhamos mais nada.
Como se deu essa sua paixão pelo Rio Branco Futebol Clube.
Como se deu sua paixão pelo Rio Branco?
Gerson Boaventura – Desde que eu me tentei por gente. Meu pai era apaixonado pelo Rio Branco. Meu pai era o Zé Bruzugu. Minha família, todos gostam do Rio Branco. Meu pai queria que, na nossa casa, todos fossemos jogadores do Rio Branco. Eu fui um deles, nas categorias de base. De forma que eu sou ou apaixonado pelo Rio Branco. Meu filho é apaixonado pelo Rio Branco. É uma família toda apaixonada pelo Rio Branco.
Nas mudanças que o senhor vai propor haverá possibilidade de mudanças de cor, do braco e vermelho?
Gerson Boaventura – Não há possibilidade de mudar a cor de jeito nenhum. O Estatuto não permite. Verme é uma combinação maravilhosa. Com essas cores, vamos voltar a lotar Est[adio j[a agora com a estreia d Rio Branco na estreia do campeonato. Nós estamos fazendo um time que eu digo que é um time genérico. Bom e barato, mas dedicado.
O senhor vai importar algum jogador?
Gerson Boaventura – Vamos. Já temos aí agendado pelo menos de oito ou nove jogadores, de fora do nosso Estado. Vai vir de Rio de Janeiro, vai vir do Ceará,e vai vir de Goiás..
Não vai ter perna de pau, como já aconteceu nessas importações?
Gerson Boaventra – Não, estamos avaliando tudo bem direitinho e vamos ter atletas que vão surpreender positivamente o nosso torcedor. Estamos confiantes e dispostos a dar tudo o qu for possível para trazer o Rio Branco de volta às vitórias.

