**Dilson Ornelas, Rio de Janeiro**
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30), o decreto que aumenta em 40%, além dos 10% que já estava em vigor, o valor das tarifas sobre todos os produtos brasileiros que entrarem naquele país a partir de 1 de agosto deste ano. Além disso, puniu o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, apelidada por analistas de economia como uma espécie de “pena de morte financeira”.
Os danos à economia brasileira são incalculáveis, incluindo fechamento de empresas e desemprego em massa. O presidente Lula ainda não se manifestou oficialmente, e vinha expressando desconforto com os canais bloqueados para negociação entre os dois países.
A decisão do governo norte-americano bloqueia as contas bancárias de Alexandre de Moraes e trava o acesso a eventuais bens que o ministro tenha em solo norte-americano. Ele fica proibido de abrir contas bancárias e usar cartões de crédito.
A punição atende a pedido da organização Legal Help 4 You LLC à Justiça Federal da Flórida por punições aos membros da Suprema Corte brasileira, em resposta a um processo judicial movido pelas empresas Trump Media, cujo dono é o presidente dos EUA, e Rumble.
Tão logo soube da decisão do presidente Trump, o ministro Flávio Dino mostrou em uma rede social solidariedade a Moraes.
“Minha solidariedade pessoal ao ministro Alexandre de Moraes. Ele está apenas fazendo o seu trabalho, de modo honesto e dedicado, conforme a Constituição do Brasil. E as suas decisões são julgadas e colegiado competente (Primeira Turma do STF)”.
Para a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann, clarificou a decisão de Trump como “um ato violento e arrogante”, e culpou a família do ex-presidente Bolsonaro por tudo que está acontecendo.

