**Tião Maia, O Aquiri**
Deverá ser de tensão o clima, nesta segunda-feira (27), na chamada Ocupação Marielle Franco, nas imediações do Bairro Defesa em Rio Branco, Acre. É que os moradores do local estão se organizando para expulsarem em definitivo do local o ativista Jamyr Rosas e outros dirigentes do PSOL e do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem teto), os quais são acusados de se apossarem do movimento original dos moradores e de passarem a defender interesses políticos das instituições as quais são vinculados.
O pedido de afastamento será feito através de um abaixo assassinado que começa a correr no bairro, onde vivem, aproximadamente, 300 famílias. O abaixo assinado também pedirá a interdição da cozinha solidária, que é administrada pelos militantes do MTST.
A cozinha é uma das questões que mais geram crises entre os moradores e a direção do MTST. O moradores se queixam que Jamyr Rosas e outros dirigentes do movimento obrigam os moradores a trabalharem na cozinha solidária descascando e lavando produtos a serem cozidos como forma de pontuarem os critérios para que, no futuro9, posam ser beneficiados com casas ou apartamentos a serem construídos pelo programa do governo federal “Minha Casa Minha Vida”, na moalidae Entidade. De acordo com as queixas dos moradores, por ordem de Jamyr Rosas, só teriam acesso aos imóveis quem comprovasse no futuro ligação com o movimento, e um dos critérios seria o trabalho na cozinha solidária e participação em outros eventos, como as assembleias em que cada morador participante tem que assinar uma lista de presença.
Por conta dessas exigências, o Mistério Público do Are (MPAC), através da promotoria de justiça especializada em Direitos Humanos, esteve no local. O promotor de justiça Thalles Ferreira pediu que Jamyr Rosas e seus aliados se abstivessem de qualquer atividade na ocupação durante o prazo de dez dias enuanto o MPAC estuda a questão para tomar uma decisão. Uma das razoes é que Jamyr Rosas diz nas assembleias eu, quem não participando movimento, inclusive com o trabalho
comunitário, não terá a pontuação necessária para, no futuro, ter acesso a imóveis. “Qem estabelece critérios sobre quem tem direito ou não aos imóveis é a lei”, disse Thalles Ferreira durante a reunião.
No entanto, segundo prints de conversas no WhatsApp enviado por moradores, assim que o promotor de justiça deixou o local, Jamyr Rosas voltou a agir e disse nas conversas que não retiraria uma vírgula do que havia anteriormente declarado. Paralelo a isso, um ado de aquém que se apresenta como diretor nacional do MTST destrata as lideranças dos moradores que recorreram ao MPAC taxando-as de “laranjas podres” e reafirma que p MTST vai continuar agido na área, apesar das recomendações do MPAC.;
Por isso, os moradores também decidiram radicalizar e agora não querem mai a presença de Jamyr Rosas e seus aliados no local. “Se eles querem guerra, vai ter guerra”, disse uma das moradoras responsável pela edição do abaixo-assinado.

