Desculpas se soar piegas, mas Tião Maia merece o holofote

**Francisco Araújo (*)

Tião Maia, acreano de Brasiléia, é uma figura que não passa despercebida. Carrega a essência do jornalismo visceral, aquele que pulsa nas entranhas da notícia, sem medo de incomodar. Polêmico? Sim, mas sua polêmica não é gratuita; é fruto de um jornalismo que cutuca, questiona e não se curva ao óbvio. Tião, com seu jeito matuto, não se limita ao estereótipo do homem simples do interior. Ele mergulhou nos clássicos, bebeu da fonte de grandes pensadores e carrega uma bagagem intelectual que surpreende quem o subestima.

No Acre, Tião Maia é sinônimo de autenticidade. Sua voz, por vezes tida como obtusa, ecoa com uma gentileza genuína que desarma críticos. Ele não se esconde atrás de jargões ou de uma postura intocável; é amigo, leal e correto. Quem o conhece sabe: Tião não faz jornalismo para agradar, mas para revelar. Sua trajetória é marcada por uma dedicação quase artesanal à profissão, com a coragem de quem enfrenta as adversidades de um estado onde a imprensa, muitas vezes, luta para sobreviver.

O Aquiry, jornal que carrega a alma do Acre, reflete o jornalismo puro que Tião Maia ajudou a construir. Nos tempos em que dividíamos as trincheiras do jornalismo acreano, ele era o farol: incansável, provocador e, acima de tudo, fiel à verdade. Sua pena não tremia diante de poderosos, e sua palavra, mesmo que ríspida, sempre buscava o cerne da questão. Era o jornalismo de uma época em que a notícia não era mercadoria, mas missão.

Tião Maia, com seus modos simples e sua sabedoria forjada nos livros e na vida, é mais que um jornalista; é um símbolo de resistência. Ele representa o Acre que não se rende, que fala alto e não pede licença. Seu legado no Aquiry e nas redações por onde passou é um lembrete de que o jornalismo, quando feito com paixão e integridade, transcende o tempo. Sucesso, irmão! O Acre e o jornalismo agradecem sua existência.

Que Tião continue sendo esse farol, iluminando o caminho de quem ainda acredita que a verdade, mesmo quando incômoda, é o que move o mundo. Desculpas se o texto soa piegas, mas falar de Tião Maia é falar de um jornalismo que não se curva, de um homem que, com sua essência, faz história.
* ***Francisco Araújo é jornalista e advogado nascido no Acre e radicado em Brasília faz 30 anos***

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