“Padeiro”, o Silvio Santos do Bujari

**Tião Maia, O Aquiri **

Pelas primeiras informações obtidas pela promotoria de Justiça do Ministério Púbico do Acre (MPAC) no município do Bujari, no entorno da Capital Rio Branco, durante uma feira realizada na cidade, o prefeito João Edvaldo Teles de Lima, conhecido como “Padeiro”, encarnou o espírito do falecido apresentador de TV Silvio Santos e passou a distribuir dinheiro em espécie. Só faltou gritar “quem quer dinheiro”, mas teria jogado, como o apresentador fazia, cédulas em forma de “aviõezinhos” – só que em pacotes.
Por isso, por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa do Bujari, o MPAC instaurou inquérito civil para apurar a conduta do prefeito, o antigo vendedor de pão da cidade que está no quarto mandato à frente da Prefeitura. A distribuição de dinheiro em espécie teria ocorrido durante a realização da ExpoBujari, evento promovido pela Prefeitura, no mês passado.
A medida foi motivada por matérias jornalísticas que noticiaram a distribuição de cédulas de dinheiro ao público presente, realizada pelo prefeito por meio de pacotes arremessados do palco. O objetivo é esclarecer os fatos e verificar possível desvio de finalidade no uso da estrutura pública, com eventual violação aos princípios que regem a Administração Pública, como o da impessoalidade, conforme previsto na Constituição Federal, divulgou o MPAC.
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Também será apurada a origem dos recursos utilizados, ainda que provenientes da remuneração pessoal do agente político, considerando que o evento foi custeado com verbas públicas. A apuração leva em conta a legislação relativa aos atos de improbidade administrativa, que veda a promoção pessoal de agentes públicos por meio de ações financiadas pelo erário.
O MPAC requisitou que a Prefeitura do Bujari encaminhe, no prazo de 10 dias, esclarecimentos sobre os fatos, cópia integral do contrato administrativo que deu suporte à realização do evento e documentos que comprovem a origem dos recursos utilizados e o valor efetivamente distribuído ao público. Além da requisição à Prefeitura, outras providências foram determinadas, como a juntada de vídeos e reportagens veiculadas nas redes sociais e a oitiva de testemunhas que presenciaram o ocorrido.

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