**Tião Maia, O Aquiri **
Uma das anfitriãs do governo brasileiro na COP30, em Belém (PA), a acreana Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, usou suas redes sociais, nesta quinta-feira (20/11), para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, falabdo de sua história pessoal como xemplo. “Venho de uma família pobre e negra que deixou o Ceará em busca de uma vida melhor nos seringais da floresta amazônica. Aprendi a ler apenas aos 16 anos, e foi a educação que abriu caminhos que antes pareciam impossíveis”, disse incialmente a ministra.
“Sou fruto das oportunidades, por isso, neste Dia da Consciência Negra, lembro que um país só será justo quando essas oportunidades alcançarem a todos”, acrescentou.
Marina Silva lembrou também que “a data nos convoca a enfrentar desigualdades que marcam a vida da população negra e de outros povos historicamente discriminados, como os indígenas, quilombolas, ribeirinhos, comunidades tradicionais e populações periféricas”.
E acrescentou; “Desigualdades que se manifestam no território, no acesso à água limpa, à moradia digna, à saúde, ao saneamento e ao direito de existir com segurança e plenitude”.
Para ela, o mundo precisa de “Justiça climática”. “O enfrentamento ao racismo ambiental foram temas centrais no painel de alto nível da COP, realizado no dia 14. Reafirmamos que não há justiça climática sem justiça social: reduzir emissões é necessário, mas insuficiente se não enfrentarmos as desigualdades que tornam alguns corpos mais expostos e alguns territórios mais sacrificados. Uma transição ecológica verdadeira precisa incluir quem historicamente foi deixado de fora”..
Maria Silva concluiu sua mensagem propondo “que este 20 de novembro nos lembre que a luta contra o racismo e a luta pelo clima pelo clima caminham juntas. Um país só se torna sustentável quando também se torna mais igual”, disse.

