Apenas 10,27% da população de Rio Branco possui plano de saúde, o que coloca a capital na 16ª posição entre as cidades da Região Norte, segundo o Centro de Lideranças Públicas (CLP). Essa baixa cobertura da saúde suplementar evidencia uma realidade preocupante: a alta dependência dos moradores em relação ao sistema público de saúde para a realização de exames e consultas, especialmente em Cruzeiro do Sul, que aparece ainda mais abaixo no ranking, na 30ª posição regional.
Ao analisar o contexto regional, o Acre fica muito atrás de municípios do Pará, que lideram a lista no Norte. Canaã dos Carajás e Parauapebas apresentam índices de cobertura superiores a 35%, demonstrando uma dinâmica econômica e de acesso à saúde diferente da realidade acreana. Nacionalmente, a distância é ainda maior quando comparada a Vitória (ES), onde 65% da população é assistida pela rede privada.
No ranking geral brasileiro, Rio Branco amarga a 343ª posição e Cruzeiro do Sul a 411ª. Esses indicadores reforçam que, sem o suporte da rede privada para a maioria dos cidadãos, o serviço público continua sendo a única alternativa para grande parte dos acreanos, exigindo atenção redobrada dos gestores para suprir a demanda contínua da população.

